ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO - 1000 VIDAS PARA CRISTO

 

ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO SANTO

Efésios 5:18 “...; mas enchei-vos do Espírito...”

 

1.      O ESPÍRITO SANTO

O tema deste livreto é de extrema importância para os dias atuais precisamos resgatar nossas igrejas sob autoridade do Espírito Santo.

O Espírito Santo e a pessoa da trindade menos conhecida e entendida da igreja, inclusive no meio pentecostal carismático. Na verdade, falamos muito dEle, mas pouco temos vivido cooperando com Ele. Algumas igrejas quase dão a entender que o Espírito Santo fora sepultado junto com o último apostolo que tudo que está descrito no livro de Atos fora apenas para aquela época e que não podemos esperar que aconteça hoje.

Mas pelo contrário acredito que assim como não haveria vida cristã sem o Pai e sem Deus filho, também não haveria vida cristã sem a pessoa do Espírito Santo.

Muitas pessoas olham para Espírito Santo como se Ele fosse como opcional de carro, se tiver como ter o Espírito Santo melhor, mas se não tiver eu sobrevivo, e até mesmo dizem “eu O tenho”, mas não possuem intimidade e não são guiados por Ele durante o seu dia a dia.

Mas o Espírito Santo não é um opcional de carro, sem Ele não existiria o carro ou nem este andaria. Algumas igrejas tratam a Pessoa do Espírito Santo como as igrejas liberais modernistas tratam a pessoa de Jesus. Os liberais não negam Jesus, eles basicamente o ignoram.  

Stanley M Horton em seu livro O Espírito Santo na Bíblia compara a prepararmos um excelente carro de luxo, equiparmos com todos os acessórios e conforto e colocarmos no lugar algo movido a pedais, seria loucura agira assim. Tal temos feito diante de Deus com nossos templos luxuosos, voluptuosas ferramentas e não nos revestirmos do Poder prometido por ele, temos com muito obtido pouco resultado para ampliação do Reino de Deus na Salvação das almas que perecem.

1.1       CARACTERÍSTICA DA PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo tem grande importância no nosso relacionamento com Deus, Ele foi nos dados com uma missão: habitar dentro nós, Ele veio morar dentro nós, a bíblia diz que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens, mas habita em nós assim concluímos nós somos a verdadeira casa de Deus, o Espírito Santo veio fazer morada em nós.

1.1.1 O Espírito Santo é Deus

“Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.” (João 15:26)

O Espírito Santo, O Senhor e o Pai são um, O Senhor O enviou para que hoje estivesse realizando as obras que Ele realizava enquanto estava com os discípulos, só que agora em todo o mundo e em todos os Cristãos.

1.1.2. O Espírito Santo Pensa

"E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus." (Romanos 8:27)

A palavra intenção no original grego deriva de “phroneo”, que quer dizer ter propósito, intenção, entendimento; enfim, ter pensamentos, ter uma mente.

O Espírito Santo não é uma força, um vento, uma pomba, um fogo, Ele antes de tudo é uma pessoa que pensa. Podemos até representá-lo com um desses símbolos, mas devemos saber que o Espírito Santo de Deus é uma pessoa e tem uma mente, e é por isso que sempre podemos perguntar tudo a Ele.

1.1.3. O Espírito Santo deseja

"Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, conforme quer."  (1 Coríntios 12:11).

Esse verso aqui se refere aos dons do Espírito, que estão dispostos do verso 8 ao 10 do mesmo capítulo. Em uma outra oportunidade, falaremos sobre estes dons do Espírito. No texto de hoje, o que é importante ressaltar é tais dons são dados segundo a vontade do Espírito Santo de Deus.

Que lições podemos tirar disso? Uma lição importante é a de que é a vontade do Espírito Santo que nos possibilita os dons, de maneira que não nos devemos gabar por operar em algum deles. Todos provêm de Deus e não de nós mesmos. Qualquer vaidade ou orgulho por operar em algum dos dons do Espírito devem ser abandonadas, pois aqui se trata de algo que recebemos de Deus para uso no corpo de Cristo.

1.1.4. O Espírito Santo ama

"Recomendo-lhes, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor." (Romanos 15:30)

O Espírito Santo nos ama verdadeiramente. Paulo, aqui, pede oração não apenas porque estão unidos em Cristo, mas também porque usufruem do amor que vem do Espírito Santo de Deus. O Espírito Santo nos ama verdadeiramente e nós fazemos uso do amor que provém dele.

Assim, quando às vezes pensamos que não conseguiremos perdoar uma pessoa, por exemplo, é importante que nos lembremos que com a ajuda do Espírito Santo e do seu amor, podemos muito mais do que imaginamos nesta área.

1.1.5. O Espírito Santo se alegra

"Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei." (Gálatas 5:22-23)

O Espírito Santo é uma pessoa alegre, cheia de felicidade. O Espírito Santo não gosta de tristeza, de depressão, de lamentações.

Você pode estar pensando que às vezes não há motivos no dia a dia para a alegria, mas veja que as Escrituras não dizem que precisamos de novos motivos a cada dia para estarmos alegres.

As Escrituras colocam a alegria como um fruto do Espírito. O fruto deve nascer quando os galhos, que somos nós, estamos conectados ao tronco principal, que é Cristo.

Veja o que Jesus disse a esse respeito:

"Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma." (João 15:5)

1.1.6. O Espírito Santo nos encoraja

"Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galileia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo." (Atos 9:31)

O Espírito Santo é por excelência o nosso consolador. É aquele com quem podemos contar a qualquer hora do dia ou da noite para expor os nossos problemas e angústias. Ele sempre trará conforto ao nosso coração, nos encorajando para ir adiante.

O Consolador está conosco todos os dias, com Ele podemos ter a confiança mesmo diante de adversidades.

Vimos até aqui seis características do Espírito Santo, ele é infinito e não pretendemos que se tenha uma fórmula de quem Ele é. Vimos que o Espírito Santo é uma pessoa, que ele tem uma mente, que ele tem desejos, que ele ama, que ele se alegra e que ele nos conforta, ou seja, nos encoraja. Aprendemos que o Espírito Santo é uma pessoa e, portanto, que devemos nos relacionar com ele como tal.

O importante com tudo isso é que aumentemos a sua intimidade com o Espírito Santo, para que possamos cada vez mais ser capazes de ouvir a sua voz, o seu conselho, a sua direção, que é sempre de acordo com a Palavra de Deus.

1.1.7. O Espírito Santo fala

"Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto." (Hebreus 3:7-8)

Sim, o Espírito Santo fala conosco e devemos estar atentos a sua voz. O Senhor em Apocalipse por diversas vezes enfatiza a importância de ouvirmos o Espírito Santo e repete isso a cada uma das 7 igrejas as quais enviou uma mensagem

“Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3:6)

O Espírito Santo, conforme sabemos, é Deus. Quando Ele fala conosco, é Deus falando conosco. Ele muitas vezes fala de forma específica, clara, conforme vemos nesta passagem das Escrituras:

 

"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios." (1 Timóteo 4:1)

O termo “expressamente” presente no verso acima é por vezes traduzido por “claramente”. A importância para o que que conversamos aqui é que o Espírito Santo tem a habilidade de falar de forma clara, sem interpretações duvidosas.

1.1.8. O Espírito Santo nos ensina

"As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais." (1 Coríntios 2:13)

Ser sensível aos ensinamentos do Espírito Santo é uma das principais causas de podermos ver as coisas da perspectiva de Deus. Quando tentamos enxergar o mundo da nossa própria perspectiva, temos um entendimento não apenas limitado, mas principalmente vulnerável às influências negativas.

Estar aberto à instrução do Espírito Santo representa não apenas aprender com Deus, mas também ser treinado no discernimento de espíritos, em que sabemos diferenciar o que vem de Deus (do Espírito Santo) e o que não vem dele.

1.1.9. É possível entristecer o Espírito Santo

"E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção." (Efésios 4:30)

Primeiramente, fica claro mais uma vez que o Espírito Santo é uma pessoa. Se fosse apenas uma força ou algo que o valha, não faria sentido dizer que ele pode ser entristecido.

Como os verdadeiros cristãos estão selados pelo Espírito Santo de Deus, tudo o que fazemos que agride o seu caráter também o entristece.

Certa vez meditando sobre a Palavra que diz que somos a menina dos olhos do Senhor, comecei a meditar sobre O Espírito ver tudo que eu vejo, a noite pela primeira e única vez Ele usou uma pessoa para testificar “até logo menina dos olhos de Deus”.

Exemplos de atos que entristecem o Espírito Santo estão nos versículos imediatamente anteriores.

"Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.(Efésios 4:25-29)

Assim, a mentira, a ira sem justificativa, a aproximação com o diabo, o furto, e o falar palavras torpes são exemplos de atitudes que entristecem o Espírito Santo.

 

Quando cristãos vão por esses caminhos, sentem um desconforto em pecar. É o Espírito Santo de Deus que imediatamente incomoda o cristão para que ele retorne ao caminho certo por meio do arrependimento e do alinhamento de sua postura diante de Deus.

1.1.10. É possível insultar o Espírito Santo

"Quão mais severo castigo, julgam vocês, merece aquele que pisou aos pés o Filho de Deus, que profanou o sangue da aliança pelo qual ele foi santificado, e insultou o Espírito da graça?" (Hebreus 10:29)

Insultar, ultrajar, trazer agravo ao Espírito Santo de Deus tem graves consequências para a pessoa. Como o Espírito Santo é a pessoa da Trindade que está sempre conosco, quando alguém o insulta está afastando-se da verdadeira influência que pode ter para a sua salvação. Por essa razão, não há perdão para quem insulta o Espírito Santo.

1.1.11. O Espírito Santo pode ser resistido

"Povo rebelde, obstinado de coração e de ouvidos! Vocês são iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo!" (Atos 7:51)

O verbo “resistir” aqui é traduzido do grego “antipipto”, que pode ser traduzido de forma mais severa do que simplesmente resistir. Essa palavra traz a ideia de oposição, de luta contra o Espírito Santo.

Como o Espírito Santo é gentil e Deus nos deu o livre arbítrio, a resistência ao Espírito Santo acaba por fazer com que a pessoa se afaste cada vez mais dele. No entanto, sempre que a pessoa quiser voltar, o Espírito Santo estará pronto para ajudá-la a se reconectar com Deus, e voltar a ser a pessoa que Deus idealizou quando a criou.

“Não extingais o Espírito.” (1 Tessalonicenses 5:16)

O Apóstolo Paulo Alerta e devemos estar atentos.

1.1.12. É possível tentar mentir para o Espírito Santo

"Um homem chamado Ananias, juntamente com Safira, sua mulher, também vendeu uma propriedade. Ele reteve parte do dinheiro para si, sabendo disso também sua mulher; e o restante levou e colocou aos pés dos apóstolos. Então perguntou Pedro: “Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, a ponto de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro que recebeu pela propriedade? Ela não lhe pertencia? E, depois de vendida, o dinheiro não estava em seu poder? O que o levou a pensar em fazer tal coisa? Você não mentiu aos homens, mas sim a Deus “. Ouvindo isso, Ananias caiu e morreu. Grande temor apoderou-se de todos os que ouviram o que tinha acontecido. Então os moços vieram, envolveram seu corpo, levaram-no para fora e o sepultaram. Cerca de três horas mais tarde, entrou sua mulher, sem saber o que havia acontecido. “(Atos 5:1-5)

Algumas pessoas parecem se esquecer que o Espírito Santo de Deus sabe tudo e tentam mentir para ele. Isso entristece muito o Espírito Santo, pois Deus é um Deus de verdade. O próprio Cristo é a Verdade (João 14:6).

Essas são, portanto, algumas das características do Espírito Santo, que, conforme já dissemos algumas vezes, é uma pessoa da Trindade e deve ser tratada como tal. Embora o Espírito Santo seja poderoso e nos influencie, ele não deve ser entendido como sendo em si uma força ou uma influência, mas sim uma pessoa com inteligência e emoções, que tem um propósito específico no seu relacionamento conosco que é nos ajudar, aconselhar, ensinar, sempre o intuito de que possamos cada vez sermos enchidos da Verdade.

Vimos também que o Espírito Santo é o único substituto de Cristo, e que foi enviado pelo Pai (João 14:16). Assim, não é preciso orar para que o Pai envie o Espírito Santo. Ele já fez isso. O que é preciso é que aumentemos em intimidade com o Espírito Santo, para que possamos discernir e escutar a sua voz.

Assim como Paulo exortou aos Efésios: “Recebestes já O Espírito Santo quando crestes?” (Atos 19:1) hoje você pode estar em uma posição duvidosa pelo conhecimento que até hoje tinha do Espírito Santo, de que não precisa receber pois já recebeu no batismo, de que recebeu quando creu ou pior que nem é preciso recebê-lo pois se destina a uma classe especial de Cristãos. Você não precisa pedir para O Pai enviá-lo novamente, mas precisa pedir para recebê-lo.

 

2. O PRINCIPAL PROPÓSITO DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes... E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (Atos 2:1a;4).

“A plenitude do Espírito Santo é um revestimento de poder para todos os filhos de Deus. “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11:13).

Receber o batismo com o Espírito Santo resultada em uma nova dimensão de poder espiritual para testemunhar a Cristo e ganhar vidas. Com mundo tão alienados e o ateísmo crescente nunca foi tão vital sermos cheios do Espírito Santo.

Jesus prometeu: Recebereis poder. Poder para quer? Esta é a verdadeira questão. O que pretendemos realizar, ou que cremos que cremos que deve ser realizado após sermos batizados com o Espírito Santo?

“...recebereis a virtude do Espírito... e ser-me-eis testemunhas...” (Atos 1:7-8)

Após o recebimento da Virtude, Poder, do Espírito Santo é que o Cristão poderá ser uma testemunha eficaz da ressurreição do Senhor Jesus. Algo que Paulo alerta e temos negligenciado em nossos dias, para que a Fé dos ouvintes quanto a salvação não fosse vã, ele alerta:

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder.” (1 Coríntios 2:4)

 Os primeiros cristãos, revestidos de poder do Espírito Santo, espalharam-se por todos os lugares e operavam os mesmos milagres que Jesus realizara. E ainda hoje Jesus é o mesmo para realizar as mesmas obras e ainda maiores.

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que creem mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” (João 14:2)

Assim fizeram em nome Dele. Esses milagres foram evidência da ressureição de Jesus. Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhando da ressurreição do Senhor Jesus, e grandiosa graça estava sobre todos eles (Atos 4:33). Esse é o principal propósito de possuir tal poder: Testemunhar, com provas, que Jesus está vivo. Esse proposito nunca foi alterado.

Os xintoístas, os budistas, os muçulmanos, os judeus, os hindus, os fetichistas e os seguidores de outras religiões, no mundo inteiro, não acreditam que Jesus esteja vivo hoje e a melhor prova que as pessoas têm que Jesus está vivo hoje é quando veem operar os mesmos milagres que Ele operou.

Foi com este proposito que Jesus enviou o Espírito Santo. Ao serem batizados com o Espírito Santo, os cristãos estarão revestidos de poder para dar ao mundo, testemunho (prova) da ressureição de Jesus. 

Muitos jovens perdem o interesse pela sua igreja porque o verdadeiro sentindo da vida cristã não é ressaltado. Uma vez que ser cristão implique apenas em frequentar uma igreja com regularidade, cantar no coro, dar dízimo, não haverá desafio suficiente para a juventude desta geração. 

Quando os jovens são batizados com o Espírito Santo, caso compreendam proposito desta experiencia, entenderão que que receberam poder para testemunhar com eficácia. Sairão e imporão as mãos sobre os enfermos, e estes sararão. Pregarão o Evangelho aos perdidos, com Poder, expulsarão demônios e verão com seus olhos as maravilhas do Senhor.

O Senhor nos chama a viver a cultura do Espírito a uma promessa sobre nossa geração, não aceito a afirmativa de muitos que dizem que nossa geração foi perdida, pelo contrário profetizo sobre sua vida o mover do Espírito Santo e a viver o extraordinário de Deus.

Não desista de ser cheio do Espírito Santo e ser uma testemunha do seu poder, Ele te chamou para curar enfermos e expulsar demônios.

Nossa geração é a geração dos últimos dias, os últimos dias ainda não acabaram, confiemos na promessa de que Deus derramou o seu Espírito Santo sobre toda carne. Não desprezemos a promessa de Deus para nossas vidas e nem a rejeitemos. O Senhor Jesus pagou um alto preço para que pudéssemos receber essa dádiva.

 

3.      RAZÕES POR QUE PRECISAMOS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

“A grande dádiva de Cristo aos seus seguidores foi a poderosa infusão do Espírito Santo. Estando Ele com seu pequeno grupo de discípulos no monte das oliveiras, pouco antes de sua partida ao céu, falou-lhes que esperassem a promessa do pai que de mim ouvistes. Porque, na verdade João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois desses dias” (Atos 1:4-5).

Após pronunciar estas palavras, o Senhor ascendeu ao céu.  Os discípulos voltaram a Jerusalém, onde passaram os dez dias seguintes em oração e adoração.  Então, de súbito, o Espírito Santo desceu sobre eles. Vieram línguas como de fogo e um forte e impetuoso vento, o qual encheu o aposento onde estavam assentados, e começaram a todos a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

Esse maravilhoso dom revolucionou a vida deles e fez-lhes arder uma chama para DEUS. Embora leigos e indoutos, saíram a pregar a Mensagem que revolucionou o mundo. (Atos 4:13).

A igreja de hoje tem feito diferente, tem se preparado por suas próprias fontes e desprezado a preparação do alto, temos até livros intitulados “365 sermões, 1 para cada dia do ano”, temos ótimos louvores, toda a programação religiosa, mas falta-nos a Virtude e o Poder, e a presença e direção do próprio Espírito Santo em nossos cultos e nossas vidas, com isso falhamos e milhares de alvas vão para o inferno todos os dias.

3.1  Se Cristo e os apóstolos precisaram do batismo com o Espírito, então também precisamos.

“Cristo o filho de Deus, desceu do céu e, porque Se fez homem, estava sujeito as enfermidades do homem “(Hebreus 5:7-9).

 No seu papel de Filho do homem, Ele precisou do batismo com o Espírito Santo. Portanto antes de dar início ao seu primeiro ato de ministério público, recebeu o Espírito de Deus ao ser batizado por João Batista nas águas do rio Jordão (Matheus 3:16).

Os apóstolos receberam, no cenáculo, o batismo com o batismo com o Espírito Santo, e as mulheres que seguiam Jesus também receberam o Espírito. (Atos 1:8,14).

Maria, mãe de Jesus, que, pelo Espírito concebeu o Salvador, recebeu o Espírito Santo. As 120 pessoas que estavam presentes no cenáculo receberam o Espírito Santo.

O Pentecostes foi um divisor de águas para na vida da igreja. Antes de receberem o Espírito Santo e Dele serem cheios, os discípulos estavam trancados com medo dos judeus (João 20:19).

Contudo, cheios do Espírito, foram trancados por falta de medo (Atos 4:3, 5:18). Antes de serem revestidos com poder, os discípulos estavam transtornados; agora transtornaram o mundo. Antes tinha o Espírito Santo; agora o Espírito Santo os tinha.  Antes tinham o Espírito Santo residente; agora, tinham o Espírito presidente. Antes o Espírito Santo estava com eles; agora; estava dentro deles. (João 14:17)

 O Espírito Santo desceu sobre a igreja de forma audível, como um som impetuoso. Desceu de forma visível, em colunas de fogo. Desceu de forma soberana e misteriosa, como um vento impetuoso. As multidões de ajuntaram, Pedro pregou com autoridade e poder uma mensagem Cristo cêntrica e cerca de três mil pessoas foram salvas. O Pedro covarde agora era um gigante. O Pedro que negara Jesus dava agora ousado testemunho de Jesus.

“Receberão poder” do Espírito Santo para fazer o quê? Ir “por todo o mundo e pregar o Evangelho”, Promovendo o avanço do reino! Isso não era apenas para eles, mas também para nós, pois Pedro havia proclamado às multidões:

“Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (Atos 2:39).

Você e eu certamente estamos incluídos nessa promessa.

Então, por este motivo, Paulo escreve a todos nós:

“Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (1 Coríntios 4:20).

Quando o Espírito Santo veio habitar dentro da humanidade, o reino e todo o seu poder estariam dentro de nós! Agora possuímos o poder para promover o avanço do reino no coração e na vida das pessoas. É por isso que a Palavra de Deus afirma:

“Porque o Reino de Deus não é comida e nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17).

 3.2      O Espírito Santo nos dá poder para levarmos uma vida de santidade.

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”. (Romanos 8:1,2e13).

Essa passagem declara que o Espírito Santo nos liberta da lei do pecado e da morte. Sem Ele, as tentativas do homem no sentido de levar uma vida de santidade são inúteis. Pelas próprias forças, ele é incapaz de ter um viver vitorioso. Como o profeta Isaías nos exorta:

“... todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; ...” (Isaias 64:6)

Ora todo cristão tem certa medida do Espírito de Cristo, do contrário, não é seguidor do mestre (Romanos 8:9). Porém, a experiencia do dia de Pentecostes representa medida ainda mais cheia. O Espírito Santo, antes, estava com o cristão, mas agora está nele. É o Espírito Santo que capacita o homem a viver em Santidade.

Crer e não receber O Espírito é parar no caminho, O Senhor Jesus morreu para nos Salvar, Curar e para nos enviar O Espírito Santo, ao ser questionado por sua morte Ele disse:

“Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.” (João 16:7)

3.3       O Espírito Santo é o Consolador que habita para sempre conosco.

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós”. (João 14:16,17)

O Espírito Santo é o Consolador e veio habitar conosco para sempre. Constantemente nos causa comoção pensar nEle, que se movia sobre a face das águas, venha conosco habitar, não apenas por um dia, um mês, ou um ano, mas para sempre! Daqui a 1 milhão de anos, Ele ainda estará conosco nos guiando, consolando e em eterna comunhão.

Como se retraem a uma total insignificância todas as benções materiais ao lado desse grande Consolador! Os prazeres terrenos podem satisfazer apenas por curto tempo, ao passo que a permanente presença do Espírito faz parecerem ninharias todos os troféus do mundo. 

3.4       O Espírito Santo vivificará nosso corpo mortal.

“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita”. (Romanos 8:11)

 Sabemos que a cura divina é realizada pela virtude do Espírito. O poder do Senhor estava presente para curar. Porém o propósito de Deus vai mais longe: inclui a saúde divina, conforme declara o segundo versículo da terceira epistola de João: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas e que tenhas saúde, assim como vai a tua alma”.

O apostolo Paulo acrescenta que o mesmo Espírito que ressuscitou Cristo dos mortos foi dado ao cristão para vivificar o seu corpo mortal.

Paulo não fala acerca da ressureição futura, mas da vivificação do corpo mortal. Segundo mostra o contexto, ele refere-se a vida que estamos vivendo agora.

“... E, se o Espírito daquele que ressuscitou dos mortos a Jesus habita em vós, aquele que ressuscitou dos mortos a Cristo Jesus igualmente vos dará vida a seus corpos mortais, por intermédio do seu Espírito que habita em vós....” (Romanos 8:11).

3.5       O Espírito Santo é a garantia da Vida Eterna.

“nos selou como sua propriedade e fez habitar o seu Espírito em nossos corações como garantia de tudo o que está por vir.” (2 Coríntios 1:22)

“...Alguns entendem que o selo é uma designação invisível. Mas isso não parece encaixar-se no significado normal de um selo. O selo certamente é algo mais do que o ato de crer... o batismo no Espírito Santo era a experiência NORMAL de todos os crentes dos tempos do Novo Testamento... Todos os crentes tiveram essa experiência..."  (Stanley M. Horton - O Espírito Santo na bíblia CPAD: 2022 pág. 258 e 259).

3.6       O Espírito Santo ajuda-nos a orar de forma sobrenatural.

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26).

Para orar, não precisamos receber o batismo com o Espírito Santo, porque Deus, misericordioso, ajudara, pelo poder de convicção do Seu Espírito, o pecador a fazer a oração do publicano (Lucas 18:10-14). Como vimos, o novo convertido tem certa medida do Espírito e será capaz de receber muitas respostas as suas petições.

No entanto, há algo mais do que isso. Quando o batismo com Espírito Santo ocorre em sua plenitude e a Ele nos entregamos, descobrimos que o Espírito de Deus que em nós habita intercederá por nós e nos auxiliará a orar e obter respostas sobre os problemas de difícil solução, como diz o versículo não há quem saiba orar como convém, mas o Espírito de Deus, se permitido, fará intercessão por nós com gemidos inexprimíveis.

Diz nos Paulo que as vezes orava com o espírito e outras vezes com a mente (1 Co 14:14-15).    

 

4.      COMO RECEBER O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

Os samaritanos receberam após terem crido pouco tempo depois de sua conversão após a pregação de Felipe e a imposição de mãos de Pedro e João. Paulo aceitou a Cristo na estrada de Damasco e três dias depois, foi cheio do Espírito.

Não há dúvida de que esse batismo se destina aos convertidos, ou seja, aos que se arrependeram de seus pecados e aceitaram a Jesus como Salvador, conforme pregou Pedro do dia de Pentecostes.

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”. (Atos 2:38-39)

A promessa, como vemos, não era apenas para eles e seus filhos, mas para quantos estivem distantes e a quem o Senhor chamasse. Cremos e ensinamos que todo cristão deve e pode receber imediatamente o batismo com o Espírito Santo, a benção pode vir sem demora, assim como foi com os samaritanos e com Apostolo Paulo o receberam pouco tempo depois de sua conversão.

4.1.      Produza frutos de arrependimento

Os que desejam receber o Espírito Santo devem arrepender-se dos seus pecados. Foi o que Pedro disse ao povo no sermão que pregou no dia de Pentecostes.

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”. (Atos 2:38).

Não podemos alcançar a vitória sobre todos os maus hábitos, mas pode deixar de amá-los. Pode, em seu coração, abandonar aquilo que sabe ser mau. Todo aquele que ama suas transgressões, ou o mundo, não se sente preparado para receber o Espírito Santo, antes é um candidato ao arrependimento.

4.2.      Pureza de Coração.

A santidade de Deus exige santidade da parte dos seus filhos (1 Pedro 1:15-16; Hebreus 12:14), a bíblia tem muitos exemplos nos quais se verifica que a falta de santidade interrompeu o contato com o Senhor e com o Espírito Santo.

Um verdadeiro avivamento surge quando a grande desejo e busca pela santificação, quero estimular você a viver uma vida santa e preparar-se a viver o sobrenatural do Espírito Santo.

Ao ser confrontado com as Bem-aventuranças que o Senhor Jesus nos ensinou podemos entender com um imenso desafio sermos puros de coração.

“... Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus... “(Mateus 5:8).

Porém Aquele que nos desafia também proporciona a limpeza pelo seu Sangue

“...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado....” (1 João 1:7)

4.3.      Fé agradável a Deus

Quando uma pessoa crê no Senhor, confiando que aquilo que Deus prometeu se cumprira (Romanos 4:20-21), então experimenta a ação do Espírito Santo se manifestando para cumprir as promessas de Deus.

O Espírito Santo é a Promessa, então creia, pois, quem prometeu é Fiel para cumprir.

4.4.      Humildade

Na fraqueza que a humildade representa, o crente se torna forte (2 Coríntios 12:10). O tesouro de Deus é dado a “vasos de barro”, pois assim a excelência do poder sempre será da mão de Deus e não do homem (2 Coríntios 4:7).

A verdadeira humildade gera uma dependência absoluta do Espírito de Deus, foi assim com Jesus e com os apóstolos. Quando Moises não quis se enquadrar nessa lei espiritual, mas agiu confiando no seu próprio poder, fracassou (Êxodo 2:11-15; Atos 7:25-29).

Mas quando se sentiu sem recursos próprios, Deus estendeu o seu braço e manifestou o seu poder na sua vida (Êxodo 3:1-11; 4:10).

4.5.      Vida de Oração

Os Estados Unidos da América sofreram um colapso econômico em 1850. Os bancos fracassaram. Os empresários os empresários entraram em crise as estradas de ferro faliram. Fabricas foram fechadas e milhões de trabalhadores ficaram desempregados. A situação era desesperadora. Em 1º de Julho de 1857, Jeremiah Lamphier, um homem de negócios, assumiu o posto de missionário urbano. Sua denominação vinha perdendo milhares de membros todos os anos. Lamphier imprimiu um folheto e o distribuiu em Nova York.

Em 23 de Setembro de 1857, ele começou uma reunião de oração com objetivo de juntar comerciantes, mecânicos e viajantes para buscar a Deus. No primeiro encontro apareceram seis pessoas. Na segunda semana, quarenta. A reunião deixou de ser semanal para ser diária. Em seis meses, cerca de dez mil homens se reuniam todos os dias em Nova York para orar.

O resultado foi um poderoso avivamento que varreu o país e, em dois anos, acrescentaram-se as igrejas americanas mais de um milhão de novos convertidos.

Todos os avivamentos na história foram precedidos por oração. É grande a igreja que ora! Os céus se fendem e Deus derrama seu Espírito.

Warren Wiersbe diz que a oração tem um papel decisivo na história da igreja, conforme relatada no livro de Atos.

Os cristãos, oravam pedindo orientação para tomar decisões (Atos 1:15-26) novo apostolo lugar de Judas e coragem para testemunhar de Cristo (Atos 4:23-31). Na verdade, a oração era parte integrante de seu ministério diário (Atos 2:42-47; 3:1; 6:4). Estevão orou enquanto estava sendo apedrejado (Atos 7:55-60). Pedro e João oraram pelos Samaritanos (Atos 8:14-17) e Saulo de Tarso orou após sua conversão (Atos 9.11), Pedro orou antes de ressuscitar Dorcas (Atos 9:36-43). Cornélio orou para que deus lhe mostrasse como ser salvo (Atos 10:1-4), e Pedro estava no terraço orando quando Deus lhe disse como responder as orações de Cornélio (Atos 10:9). Os cristãos da casa de João Marcos oraram por Pedro quando o apostolo estava na prisão, e o Senhor o livrou tanto da prisão, quanto da morte (Atos 12:1-11). A Igreja de Antioquia jejuou antes de enviar Barnabé e Paulo (Atos 13:1-3; notar 14:23).

Foi em uma oração de oração em Filipos que Deus tocou o coração de Lídia (Atos 16:13); em outra reunião de oração que Deus abriu as portas da prisão (Atos 16:25). Paulo orou por seus amigos antes de partir em viagem (Atos 20:36; 21:5). No meio de uma tempestade, orou pedindo a benção de (Atos 27:35) e, depois de uma tempestade orou para que deus curasse um homem enfermo (Atos 28:8). Em quase todos os capítulos de Atos, encontramos alguma referência a oração, e este livro deixa bem claro que algo sempre acontece quando o povo de Deus ora.

Esta e certamente uma boa lição para a igreja de hoje. A oração e tanto um termômetro como um termostato para a igreja local. O fato de a “temperatura espiritual” se elevar ou reduzir depende das orações do povo de Deus.

John Bunyan, autor de O Peregrino, disse: “A oração é um escudo para a alma, um sacrifício para Deus e um flagelo para satanás”. No livro de Atos, vê-se que a oração alcança tudo isso.

A oração é uma ordem do Senhor, sem ela damos a carne maior atuação em nossas vidas. Não é fácil orar, não é sem motivo que o Senhor nos exorta a perseverar em oração.

4.6.      Obedeça a Deus

“E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.” (Atos 5:32)

Querer o Espírito Santo e não obedecer a Deus é tentar ao Senhor, começando pelas ordenanças básicas temos muitos que se afirmam serem Cristãos e postergam decisões importantes para a vida Cristã.

“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16:16)

“E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus” (Lucas 12:8)

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.” (João 5:39)

Atitudes como: “Visito a igreja, mas não estou pronto para aceitar ao Senhor”, “Ainda não estou pronto para o compromisso de se batizar”, são atitudes contrárias ao compromisso de obediencia, anulando a fé, pois “a fé sem obras é morta” (Tiago 2:17)       4.7.      Tenha Fome e Sede

O ensinamento sobre o Pai conceder o Espírito Santo é assemelhado a um filho que pede a seu pai natural pão e peixe, alimentos cotidianos que são necessários para nossa vida.

Uma criança não cansará de pedir enquanto seu pai não lhe der aquilo que pede, irá chorar, insistir até que seu pai lhe conceda aquilo que anseia.

Se não tivermos essa mesma fome e sede pelo Espírito Santo não O receberemos. Os cuidados da vida, as coisas deste mundo amortecem a fome que a ausência da presença do Espírito Santo faz em nossas vidas.

“Jesus respondeu e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.”  (João 4: 13-14)

“bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.” (Mateus 5:6)

Se lhe falta essa fome e sede, ore e peça que o Senhor desbloqueie os vossos poços.

 

5.      UM POUCO DA NOSSA HISTÓRIA

A Igreja de Cristo ou seu Corpo é a reunião de todos os membros em todas as partes do mundo. Mesmo havendo várias denominações o Senhor não enxerga a sua Noiva dividida e aqueles que a dividem não estão contribuindo para a edificação da Noiva de Cristo. Como Paulo diz “se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.” (1 Coríntios 12:26)

5.1       O AVIVAMENTO DA RUA AZUZA

O Avivamento da Rua Azusa foi um autêntico derramamento do Espírito Santo sobre a cidade de Los Angeles, em 1906, nos Estados Unidos.

Esse avivamento foi inegavelmente uma ação transformadora do Espírito que dominou todas as raças e pessoas daquele lugar.

Esse avivamento que ocorreu há mais de 100 anos, ainda soa aos nossos corações por um despertar de um coração incendiado por Jesus.

Esse avivamento possui tão grande significado que inclusive, recentemente se tornou uma linda peça de teatro aqui no Brasil, chamado “Rua Azusa –O Musical”.

Esse avivamento rompeu todas as barreiras sociais e raciais, aproximando negros e brancos, em uma sociedade que sofria as marcas do racismo.

Se coloque no seguinte contexto histórico: uma época de luta racial de um povo clamando por liberdade e igualdade. Pessoas que carregavam as marcas do racismo, escolheram viver um relacionamento íntimo com Deus.

Liderados por um homem negro e com um coração queimando de amor por Jesus, esse grupo decide ter um encontro real com o Amor e Fogo de Deus.

Esse é o cenário que ilustra a história do Avivamento da Rua Azusa.

O Avivamento da Rua Azusa influenciou milhares de pessoas e igrejas ao redor do mundo. Consequentemente esse fato é considerado um dos maiores avivamentos da história.

Assim como todo avivamento, ele começou com muita oração, leitura da Palavra e corações sedentos por mais do fogo de Deus.

Tudo começou através do ministério de Charles Fox Parham, em 1898. Charles Fox Parham foi um pregador americano que abriu uma escola bíblica, na cidade de Topeka, nos Estados Unidos.

Devido à sua obediência ao chamado de Deus, inúmeros jovens foram impactados pelo seu ensino. Um desses jovens foi o fundador da Missão Azusa. Esse aluno foi o pastor William Seymour.

De fato, um jovem negro, pobre, cego do olho esquerdo, devido ter contraído varíola quando mais novo e ainda por cima, vindo de uma família escrava, nascido em 1870.

Esse garoto, William Seymour era apaixonado pelos ensinamentos bíblicos de Charles Fox Parham. Todavia naquela época nos EUA, por questões de leis racistas, negros não podiam estudar na mesma sala que brancos.  Por isso ele sempre ficava do lado de fora da sala, acompanhando atentamente aquele pregador e professor.

Apesar da restrição a Seymour frequentar as aulas junto com os demais alunos, em razão de obedecer a lei local, Charles Parham disse claramente a Seymour quando este o perguntou se Deus poderia usar alguém como ele que sim, e que o Senhor procurava tais homens para serem cheios do Espírito Santo.

Acima de tudo Seymour foi totalmente marcado e impactado pela influência de seu professor. O jovem cresceu com fome e sede pela Palavra de Deus e se tornou pastor de uma igreja chamada Holiness, na cidade de Los Angeles.

É impossível falar sobre o Avivamento da Rua Azusa sem falar sobre William Seymour. Entretanto tudo era muito difícil para um rapaz com as características de Seymour. Em um determinado momento de sua vida adulta, ele ficou desempregado. Porém esse desemprego serviu como impulsionador de sua rotina de oração e busca a Deus.  Ele conseguiu investir mais horas em seu objetivo de buscar a Deus.

Às vezes nos queixamos de tantas coisas e investimos tão pouco tempo em oração… Seymour antes do desemprego já tinha o hábito de orar em média 5 horas por dia. Após a saída do emprego, ele aumentou seu tempo de oração para 7 horas diárias. Sobretudo através dessas 7 horas, ele tinha um grande objetivo: receber a plenitude do Espírito Santo na sua vida. O seu mais profundo pedido a Deus era receber aquilo que o seu professor da infância havia ensinado e o que havia aprendido na Palavra de Deus.

Seymour queria “o verdadeiro Espírito Santo e fogo, com línguas e o amor, e o poder de Deus, como os apóstolos tiveram.”.

Paralelamente a esses acontecimentos, William Seymour, abriu uma reunião de oração e seu grupo se encontrava na casa da família Asberry na Rua Bonnie Brae, 216.

O grupo levantou uma oferta para trazer Lucy Farrow, que havia recebido o batismo no Espírito Santo, na cidade de Houston.

Assim no dia 09 de abril de 1906, ao se unir ao grupo de oração, Lucy Farrow orou por um dos irmãos que frequentavam a reunião, Eduard Lee. Analogamente nessa oração, Eduard Lee caiu no chão e começou a falar em línguas estranhas.

Naquela noite a maioria das pessoas que estavam naquela reunião, de forma sobrenatural, começaram a falar em línguas.

Uma pessoa que foi tomada pelo Espírito Santo foi a jovem Jeannie Moore, que tempos depois se tornaria a esposa do pastor William Seymour. Inesperadamente quando ela foi tocada por Deus começou a falar em línguas e se sentou ao piano e começou a cantar louvores e tocar incrivelmente, apesar de nunca ter aprendido a tocar em sua vida.

Uaaau!

A partir daquela noite de 09 de abril de 1906, a casa da família Asberry na Rua Bonnie Brae, 216. Ficou pequena em comparação com a quantidade de pessoas que começaram a ir até lá para buscar o Batismo no Espírito Santo. Surpreendentemente William Seymour até aquela data, mesmo orando 7 horas por dia e totalmente comprometido em ter uma verdadeira experiência com Deus, ainda não tinha sido batizado no Espírito…, Mas isso, claro, foi por pouquíssimo tempo. Semelhantemente logo ele também foi batizado! A sua fome e sede por fluir no sobrenatural aumentou ainda mais e provocou o grande Avivamento da Rua Azusa!

Porém eu ainda não contei para você como a pequena reunião que começou na Rua Bonnie Brae, foi deslocada para a Rua Azusa. Não é mesmo? Sob o mesmo ponto de vista um documento histórico vai te explicar o que houve. É um testemunho sobre as reuniões na casa da família Asberry:

“eles gritaram durante três dias e três noites. Era páscoa. Pessoas vieram de todos os lugares. No dia seguinte foi impossível chegar perto da casa. Quando as pessoas entravam, elas caiam de baixo do poder de Deus e a cidade inteira foi tocada. Eles gritaram lá, até as fundações da casa cederem, mas ninguém foi ferido. Durante esses três dias, haviam muitas pessoas que receberam o batismo. Os doentes foram curados e os pecadores foram salvos assim que eles entravam na casa.”

Conforme a casa da família Asberry ficou pequena demais para todo o mover que estava acontecendo, William Seymour e o seu grupo de oração procuram algum lugar maior para continuarem suas reuniões de oração.

Sendo assim eles procuraram e encontraram um lugar bem humilde, porém perfeito para a suas necessidades.

Um prédio na Rua Azusa, nº 312. Esse prédio tinha sido no passado uma igreja Metodista Episcopal, mas que sofreu um incêndio e ficou inutilizada, sendo usada como estábulo e depósito. Antes de tudo eles limparam o lugar, jogaram fora todo entulho e escombros que ainda restavam ali e de uma forma super humilde montaram a estrutura do novo lugar de oração.

De certo a vontade de adorar e servir a Deus era tão grande que eles fizeram um púlpito com duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto na Rua Azusa, nº 312 foi realizado no dia 14 de abril de 1906. Ou seja, apenas cinco dias após o batismo no Espírito Santo na Rua Bonnie Brae. Inegavelmente esse movimento foi transformador e não parou tão cedo. Pelo contrário, ele atraiu milhares de pessoas da cidade de Los Angeles e cidades vizinhas, gerando o tão grande e importante Avivamento da Rua Azusa.

Esse avivamento foi tão transformador que produz frutos até hoje e eu já te conto quais são. Inesperadamente muitos cristãos naquela cidade e cidade vizinhas já esperavam por um avivamento e por isso, se unirão à Missão da Rua Azusa. Eventualmente participaram das reuniões de Azusa Frank Bartleman e outros que estavam clamando a Deus para fazer o mesmo que estava sendo feito naquela época, o chamado Avivamento no País de Gales.

O jornal da época, “The Apostolic Faith”, relatava que os cultos começavam por volta das 10h da manhã e duravam até às 22h, às vezes se prolongando até às 3h horas da madrugada.

As pessoas lotavam os cultos três vezes ao dia e as reuniões eram tomadas por curas e milagres criativos de Deus. Membros físicos, em pessoas deficientes, eram criados do nada.

Pessoas recebiam de Deus o chamado missionário e iam para outros lugares e nações pregar o evangelho.

Consequentemente pessoas eram batizadas no Espírito Santo e caiam debaixo da unção de Deus apenas por andar no quarteirão próximo ao prédio da Rua Azusa, nº 312. Você consegue imaginar tudo isso acontecendo?! Definitivamente é impossível não se emocionar.

O Avivamento da Rua Azusa durou três anos, porém como eu disse anteriormente, seus frutos são evidentes até hoje. Acima de tudo, o Avivamento da Rua Azusa foi responsável pelo início do movimento Cristão Pentecostal. Hoje o maior segmento da igreja evangélica no mundo. Através do Avivamento da Rua Azusa as seguintes pessoas que frequentaram as reuniões da Rua Azusa produziram os seguintes feitos:

William H. Durham foi batizado no Espírito Santo em uma das reuniões da Rua Azusa, onde ele, após isso, formou missionários em sua igreja local, em Chicago. Dois de seus evangelistas que foram enviados em missão foi E. N. Bell que se tornou o fundador da igreja Assembleia de Deus, nos Estados Unidos e Daniel Berg e Gunnar Vingren, fundador da igreja Assembleia de Deus, aqui no Brasil.

O Espírito Santo conduzia as reuniões em Azusa, não havia nenhuma rotina premeditada, o pastor Seymour se ajoelhava com a cabeça dentro de um caixote que era o púlpito e orava por horas. As pessoas direcionadas pelo Espírito louvavam, oravam uns pelos outros, traziam uma Palavra de exortação, consolo ou correção, um testemunhavam espontaneamente os milagres, curas e conversões. Seymour profetizou em seu leite de morte que após 100 anos (nosso tempo) viveríamos um avivamento maior.

5.2 MOVIMENTO CHUVA SERÓDIA

O Movimento Chuva Serôdia é uma influência dentro do pentecostalismo que ensina que o Senhor está derramando o Seu Espírito novamente, como fez no dia de Pentecostes, e usando os crentes para preparar o mundo para a Segunda Vinda.

O termo "chuva serôdia" foi usado pela primeira vez no início da história do pentecostalismo, quando David Wesley Myland escreveu um livro chamado Latter Rain Songs (Canções Chuva Serôdia), em 1907. Três anos depois, Myland escreveu The Latter Rain Covenant (Aliança Chuva Serôdia), uma defesa do pentecostalismo em geral. O nome vem de Joel 2:23: "Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia." Os pentecostais interpretam a "chuva" neste versículo como um derramamento do Espírito Santo. A "chuva serôdia" (o derramamento durante o fim dos tempos) seria maior do que a "chuva temporã". “Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Oseias 6:3)

Em 1948, um "reavivamento" eclodiu em Saskatchewan, no Canadá, e os ensinamentos do Movimento Chuva Serôdia foram esclarecidos.

Os envolvidos nesse reavivamento estavam convencidos de que estavam à beira de uma nova era, uma na qual o Espírito Santo demonstraria o Seu poder de uma forma maior do que o mundo já tinha visto. Nem mesmo o tempo dos apóstolos, disseram, tinha testemunhado tal movimento do Espírito Santo.

Não há que se duvidar que o Senhor possa fazer como prometeu obras maiores em nossos dias.

O ensino Chuva Serôdia é caracterizado por um ensino altamente tipológico, ou seja, a Bíblia é interpretada de uma forma simbólica e extremamente estilizada.  Recebiam diretrizes diretamente de Deus por meio do dom de profecia, que a bíblia nos orienta a sempre julgar as profecias a luz da Palavra de Deus. A Chuva Serôdia inclui a ênfase nas seguintes doutrinas:

-          Ênfase na imposição de mãos para recebimento dos dons do Espírito e cura de enfermos, como relatos de Paulo e os presbíteros com imposição de mãos a Timóteo e a orientação de Tiago para impor as mãos aos doentes.

-          Dentro da igreja pode haver pessoas endemoniadas que necessitam de libertação, algo que havia sido abandonado pelas igrejas.

-           Deus restaurou todas as funções de ministério para a Igreja, incluindo as funções de apóstolos e profetas, sendo estas necessárias para o tempo presente porque tem como objetivo a edificação e preparação dos Cristãos para a obra do ministério da reconciliação.

-     Louvor e adoração introduzirão Deus à nossa presença. Deus habita em meio aos louvores de seu povo.

-          As mulheres têm um papel de ministério, sendo usadas conforme a vontade de Deus na Igreja, diversas cooperadoras do Senhor tiveram papel fundamental para a obra de Deus.

-          Em 1948, um "reavivamento" eclodiu em Saskatchewan, no Canadá, e os ensinamentos do Movimento Chuva Serôdia foram esclarecidos. Os envolvidos nesse reavivamento estavam convencidos de que estavam à beira de uma nova era, uma na qual o Espírito Santo demonstraria o Seu poder de uma forma maior do que o mundo já tinha visto. O mover do Espírito Santo foi tamanho que trouxe proporções imensas de sinais, prodígios e maravilhas.

5.3  MOVIMENTO CURA DIVINA

Healing Revival (em português: Avivamento de Cura) é um termo utilizado por muitos carismáticos estadunidenses para se referir a um movimento de avivamento das décadas de 1940 e 1950.

Apesar de ter sido de certa forma mais amplo que o movimento evangélico de avivamento liderado por Billy Graham, não é reconhecido por historiadores cristãos ou seculares.

Oral Roberts foi talvez a principal figura do movimento, tendo deixado um grande legado, incluindo uma universidade em Tulsa que leva seu nome. William Branham é reconhecido como iniciador e precursor do movimento.

Se referindo à primeira série de encontros de Branham em St. Louis, em junho de 1946, Krapohl & Lippy comentaram: "os historiadores geralmente marcam essa virada no ministério de Branham como inauguradora do avivamento de cura moderno".

Branham foi fonte de inspiração para o ministério de cruzada mundial de T. L. Osborn e para uma dúzia de outros pequenos ministérios similares envolvidos no Healing Revival.

Outras grandes figuras do movimento foram Jack Coe e, mais tarde, A. A. Allen. Muitos desses ministérios publicaram testemunhos de cura em The Voice of Healing, periódico publicado por Gordon Lindsay, o que deu coesão ao grupo em seus anos iniciais.

O resultado desses ministérios de cura do pós-guerra foi a crença renovada na cura divina por muitos cristãos, uma parte do amplo Movimento Carismático, que hoje tem cerca de 500 milhões de fiéis em todo o mundo.

Voltar a vivenciar os milagres dos tempos dos apóstolos deu um novo vigor a igreja, milhares de vidas foram transformadas pelo Poder de Deus, curas sobrenaturais de doenças terminais como câncer e AIDS, enquanto o Evangelho era pregado, O Senhor Jesus confirmava com os sinais que se seguiam.

5.4       MOVIMENTO JESUS

O Movimento Jesus (Jesus Movement ou Jesus People Movement) começou no ano de 1967 em Califórnia – EUA, e continuou até aproximadamente 1973. O movimento foi um avivamento focalizado principalmente nos adolescentes e jovens da “contracultura” Norte-Americana que surgiu no fim da década de 1960.

A década de 60, e principalmente os anos de 1967 a 1969, foram anos de grandes mudanças sociais, nos Estados Unidos e no mundo. Numa matéria sobre o ano de 1968, a Revista Época declarou:

Quarenta anos depois, 68 continua enigmático, estranho e ambíguo como um adolescente em crise existencial. Ele foi o ano da livre experimentação de drogas. Das garotas de minissaia. Do sexo sem culpa. Da pílula anticoncepcional. Do psicodelismo. Do movimento feminista. Da defesa dos direitos dos homossexuais. Do assassinato de Martin Luther King. Dos protestos contra a Guerra do Vietnã.

Da revolta dos estudantes em Paris. Da Primavera de Praga. Da radicalização da luta estudantil e do recrudescimento da ditadura no Brasil Da tropicália do cinema marginal brasileiro, Foi, em suma, o ano do “êxtase da História”, para citar uma frase do sociólogo francês Edgar Morin, um dos pensadores mais importantes do século XX. Foi um ano que, por seus excessos, marcou a humanidade…

Mas essa época marcou, também, o início de um avivamento significante, que até hoje influencia o Cristianismo. Como podemos ver na história dos avivamentos, tempos de transtornos sociais são oportunidades para verdadeiros despertamentos espirituais, e a década dos anos de 60 não foi nenhuma exceção a essa regra.

 No seu livro “The Jesus People Moviment”, David Di Sabatino explica as origens do movimento:

Embora o descontentamento social estivesse crescendo desde a morte de Presidente John F. Kennedy em 1963, foi em 1967 que a América do Norte começou a desmoronar. Sentimentos contra a guerra continuaram a crescer nos Estados Unidos com 400.000 manifestantes em Nova Iorque mostrando o seu desprezo marchando do Parque Central ao edifício das Nações Unidos. Manifestações contra o serviço militar obrigatório refletiram a dissensão difundida. Um estudo sobre drogas indicou que a experimentação com a maconha e LSD tinha dobrado no ano de 1966 a 1967. Apesar do ano ser anfitrião ao “verão do amor”, 1967 foi a última celebração do movimento hippie antes das drogas mais pesadas levar as comunidades relativamente calmas para a violência…

 Até o fim dos anos de 1960 os protestos calmos e a resistência não violenta tinham sido substituídos por meios mais voláteis da dissensão social que incluíam levantes raciais, desobediência civil, a violência e o assassinato político. Historiador Charles Kaiser fala que o ano 1968 marcou “o momento quando todos os impulsos de uma nação para violência, idealismo, diversidade, e desordem chegaram ao ponto máximo e produziram a maior possível esperança – e o pior desespero imaginável…”

Desafeiçoados e crescentemente alienados pelos desdobramentos na sociedade, muitos começaram a buscar assuntos religiosos mais profundos. No meio deste caos social, grupos evangelísticos informaram grandes sucessos em conversões e recrutamento. Atividades de ativistas estudantis desiludidos, hippies, antes viciados em drogas, e adolescentes Cristãos que buscaram colocar a sua fé em ação foram todos levados por uma onda de entusiasmo, crendo que o Espírito de Deus tinha os reunido.

Aqueles que participaram em evangelismo durante este tempo testemunharam que multidões enormes poderiam ser reunidas tocando um violão na esquina de a rua. Por causa da tremenda resposta para a mensagem de evangelho, este período marca o que alguns simpatizantes evangélicos dublaram uma “colheita de almas”.

Edward Plowman, editor da revista “Christianity Today”, descreveu o ambiente dentro da Igreja na época no livro “The Jesus Movement in America”:

Nossas igrejas experimentaram mudanças instáveis. Urbanização, prosperidade, mobilidade, televisão, e outros fatores já tinham alterado os padrões tradicionais. As polemicas sociopolíticas dos Anos Sessenta alcançaram muitos púlpitos, e abaixo-assinados foram distribuídos às portas de igrejas.

A condição geral era um de declínio. Somente os Metodista Unidos (United Methodists) perderam centenas de milhares de membros, e as estatísticas das outras denominações principais retrataram tendências desencorajadores semelhantes. As pessoas citaram muitas razões. Elas estavam enfadadas com a políticas na igreja. Ou estavam entediadas com o mesmo ritual de formas inanimadas repetido semanalmente. A falta de vida prática do Evangelho não supria as necessidades de uma geração que questionava valores impostos e passados pela geração anterior.

Ou não estavam obtendo muita ajuda espiritual dos sermões. Elas disseram que se sentiam nenhum senso de comunhão genuíno, de membros que se preocupam um com o outro. A fé não parecia ter muita relevância depois do meio-dia no domingo. Assim, elas perguntaram se valia a pena? Centenas de jovens falaram que eles foram desanimados pelo desassossego fervendo em volta de feudos pessoais nas suas igrejas. Enquanto isso, um número crescente de nossos lares estava desmoronando, e alguns de nós também. Na capa da Revista Time de 8 de abril, 1966 foi escrito a pergunta: “Será que Deus está morto?”

“E Jesus, tendo ouvido isso, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.” (Marcos 2:17).

Durante todo o desassossego, muitos de nós perdemos o contato com nossos jovens. A imprensa chamou isto da “Racha entre as Gerações.”

Logo depois da marca mediana da década, nós descobrimos que uma mudança envolvendo um segmento considerável dos jovens tornou-se uma revolução completa.

Estes jovens estavam seguindo líderes novos, honrando heróis novos, aderindo às causas novas, cantando slogans novos, vivendo através de códigos novos, ingerindo substâncias químicas novas, adorando deuses novos.

 O movimento Jesus começou com “Coffee Houses” (cafeterias) que foram utilizadas como meios de evangelismo dos hippies, e comunidades e casas de recuperação de viciados em drogas.

O Estado de Califórnia foi o ponto da maior concentração dos hippies, e consequentemente o berço do movimento, porém este espalhou-se rapidamente pela América do Norte.

“O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra de morte resplandeceu a luz” (Isaias 9:2)

Para uma geração considerada perdida a Luz do Evangelho do Senhor brilhou fortemente.

Pelos relatos, o “Jesus People Movement” (Movimento do Povo de Jesus) começou em 1967 em Height-Ashbury de São Francisco. Por meio de hippies evangélicos, chamado de “cristãos da rua”, “os evangelistas psicodélicos” e depois chamados de “Jesus freaks” (Doidos para Jesus) ou “Jesus People” (Povo de Jesus). Embora rotulado o “Jesus Movement” (Movimento Jesus) pela revista “Look” em fevereiro de 1971, o evento é melhor explicado como sendo um avivamento Cristão clássico que teve seu impacto mais profundo nas vidas individuais e não na sociedade em geral.

Dentro de poucos anos, esse mover do Espírito Santo capturou e transformou milhares de jovens e adolescentes, rebeldes, alienados da sociedade, muitos dos quais eram usuários e viciados em drogas. As poucas igrejas se abriram as portas paras estes jovens experimentaram crescimento fenomenal, como no caso da Calvary Chapel, de Costa Mesa, Califórnia. Em seu livro “Colheita”, o Pastor Chuck Smith contou o que aconteceu:

Estima-se que em um período de dois anos, em meados dos anos 70, a Calvary Chapel de Costa Mesa realizou mais de oito mil batismos. Durante esse mesmo período, colaboramos para a realização de 20 mil conversões à fé cristã. A taxa de crescimento por década foi calculada por especialistas que concluíram ser de dez mil por cento.

 

Talvez outro fator ainda mais surpreendente seja que no início da Calvary Chapel em Costa Mesa, em 1965, havia apenas vinte e cinco pessoas no primeiro culto realizado no domingo de manhã.

 Agora, coloque isso em perspectiva. Aquela igreja de vinte cinco membros não só estabeleceu mais de quinhentas igrejas filiais da Calvary Chapel por todo o mundo, mas também atingiu muitas pessoas que a consideram como sua igreja: mais de trinta e cinco mil! É listada em terceiro lugar com relação ao número de pessoas que frequentam os cultos aos domingos (dentre as dez maiores igrejas dos Estados Unidos); e é a primeira entre as dez maiores igrejas protestantes da Califórnia.

Em junho de 1971 a revista “Time” publicou uma figura de Jesus na capa, com uma matéria sobre o movimento, parte da qual dizia:

Há um frescor matinal neste movimento, uma atmosfera flutuante de esperança e amor unido a um típico zelo rebelde. Alguns convertidos gostam de traduzir sua nova fé para a vida diária, como aqueles que atendem o telefone com ‘Jesus ama você’ e vez de ‘alô’. Mas seu amor parece mais sincero que um slogan, mais profundo que os sentimentos de uma onda passageira, o que surpreende os de fora é o extraordinário senso de alegria que eles são capazes de comunicar.

Parte desta fascinação por Jesus entre os jovens pode ser simplesmente um culto tardio da personalidade de um companheiro rebelde, o primeiro mártir da causa da paz e fraternidade. Não é assim, porém, com a grande maioria do movimento de Jesus. Se há uma característica, que claramente os identifica, é sua crença total num Jesus Cristo terrível e sobrenatural, não apenas um homem maravilhoso que viveu há 2.000 anos, mas um Deus vivo que é tanto Salvador como Juiz.

Suas vidas giram em torno de um intenso relacionamento pessoal com este Jesus, e a crença de que tal relacionamento deve ser a condição de toda vida humana. Agem como se a intervenção divina guiasse cada momento de suas vidas e com a certeza de que Ele cuida de cada problema.

A revolução de Jesus rejeita não somente os valores materiais da América convencional, mas também a sabedoria dominante da teologia americana. O Cristianismo tem enfatizado – pelo menos – o tipo pregado nos púlpitos e seminários de prestígio nas últimas décadas – um Deus presente na natureza e no movimento social, não o Deus pessoal e transcendental do novo movimento, que vem para a terra na pessoa de Jesus, na vida de indivíduos, milagrosamente. A revolução de Jesus, em resumo, nega as virtudes das Cidade Secular e amontoa desprezo sobre a mensagem de que Deus sempre esteve morto.

Um dos mais famosos dos “pregadores hippies” foi Lonnie Frisbee, um se converteu aos 17 anos de idade. Poderosamente ungido, ele foi instrumental em trazer ao mover do Espírito a três denominações: a Calvary Chapel, a Vineyard e “Jesus People USA”. Tragicamente – e existem versões divergentes sobre os fatos – Lonnie morreu de AIDS em 1993.

Mudanças socais e culturais nos Estados Unidos, desaparecimento da “hippie” contraculturas, resultaram nos frutos movimento Jesus no cristianismo evangélico. David Di Sabatino descreve no livro “The Jesus People Movement”: A influência do avivamento ainda está sendo sentida apesar de ter desvestido muita de sua aparência contracultural. Seus efeitos mais profundos e mais perceptíveis foram sentidos como um agente da renovação espiritual. Pelo menos quatro denominações novas – a Calvary Chapel, a Gospel Outreach, a Hope Chapel e o movimento Vineyard – traçam sua linhagem ao evento. A indústria da música cristã contemporânea (Contemporary Christian Music) comanda agora mais que oito por cento de todas as vendas na America do Norte, vendendo mais que a música clássica e jazz.

“Portanto, eu digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados; pois ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama” (Lucas 7:47).

Milhares de igrejas locais foram fundadas ou experimentaram renovação e crescimento. Organizações para-eclesiásticas existentes, como a Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo (Campus Crusade for Christ), Os Navegadores (The Navigators), a Mocidade para Cristo (Youth For Christ) e Jovens Com Uma Missão (Youth With a Mission) que reunia, treinava e enviava jovens missionários para diversas partes do mundo, para nomear somente alguns, tiraram proveito do grande número de convertidos espirituais que foram canalizados em seus programas.

A renovação gerou também suas próprias organizações para-eclesiásticas, tais como Last Days Ministries, Christ is the Answer Ministries, and the Holy Ghost Repair Shop. Muitos adeptos do avivamento, estão entrando agora em posições de autoridade dentro das organizações das igrejas, igualmente mencionam suas experiências espirituais formativas como sendo durante o movimento. A tremenda ênfase contemporânea na música da adoração e em práticas litúrgicas – emanando de grupos como Maranatha! Music, Vineyard Music Group, e Integrity Hosanna – traçam seus impulsos originais ao avivamento.

Essa foi apenas uma pequena do que O Senhor Jesus tem realizado, Ele fez, faz e fará muito mais, Pois O Senhor Jesus Cristo ainda é o mesmo de ontem, hoje e sempre será.

6.      O DESAFIO

O Senhor nos convida nestes dias a viver a visão profética do Espírito, para vivermos esta visão não podemos negligenciar ou desprezar a nossa história, batalhas que foram travadas e perseguições que foram enfrentadas por nossos irmãos do passado que nos possibilitam viver o que vivemos hoje e que nos trouxe até aqui, muitos deles morreram, foram tratados como hereges, de baixo de muitas lagrimas nos deixaram um legado de obras maiores.

Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos. (Jeremias 6:16)

Temos por exemplo o Batismo com o Espírito Santo, dons e maravilhas no mover da Rua Azusa, a restauração do mistério da imposição de mãos como no avivamento da chuva serôdia em 1948 e os movimentos de cura divina.

Para vivermos o Inédito de Deus para nossos dias, não podemos desprezar o que Deus realizou no passado, aliás que serve como base para realização do inédito da parte Dele para nossos dias.

Não viveremos o novo se não honrarmos o que Deus fez no passado, paramos de orar por batismo no Espírito Santo em nossos cultos e mais desejar se batizado pelo Espírito Santo, aceitamos pessoas passarem anos na igreja local sem viver a experiência do revestimento do Espírito. Pessoas entram e saem dos nossos cultos semanais da mesma maneira que entraram: enfermas, oprimidas e desanimadas sendo que temos a solução que o mundo precisa. Não temos como viver o inédito se ainda não estamos vivendo o que Deus já nos entregou.

Decida hoje a viver o que o Senhor já nos entregou e prepare-se para viver o novo.

Decida hoje a ser cheio do Espírito Santo e viver o sobrenatural de Deus no cotidiano da sua vida. Quem vive no espírito não vive na ociosidade da vida.

O apostolo Paulo, Pedro, John Wesley, Charles Finney e outros grandes servos do Senhor já descansam de suas obras, fizeram a sua parte na grande construção do Senhor, a sua Igreja.

“Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” (1 Coríntios 3:6-7)

Neste exato momento milhares de almas sem Cristo perecem a morte eterna sem ter nenhuma esperança. Nós temos a Palavra da Esperança.

Alguns de nossos familiares, amigos, colegas de trabalho estão entre eles.

“O soluço de um bilhão de almas na terra me soa aos ouvidos e comove o coração: esforço-me, pelo auxílio de Deus, para avaliar, ao menos em parte, as densas trevas, a extrema miséria e o indescritível desespero desses mil milhões de almas sem Cristo. Medita, irmão, sobre o amor do Mestre, amor profundo como o mar, contempla o horripilante espetáculo do desespero dos povos perdidos, até não poderes censurar, até não poderes descansar, até não poderes dormir.” (Carlos Inwood).

O Senhor mais uma vez nos convoca a entrarmos nas trincheiras eternas:

“... ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim...” (Isaias 6:8)

Você pode responder que Sim?

            Editores desta obra:

Esta iniciativa faz parte do projeto 1000 ALMAS PARA CRISTO que se empenha em capacitar cada Cristão no corpo de Cristo a ser um ganhador de almas e se esforçar para ter como alvo clamar e pedir que O Senhor lhe conceda ganhar pelo menos 1000 almas em sua vida, mesmo como Cristão anônimo ou que se julgue menor, Ele é parte dessa grande comissão.

É proibida a comercialização desta obra, os fins desta tradução/material e divulgação são edificar o corpo de Cristo não havendo cobrança por seu compartilhamento ou uso, este material é sem fins lucrativos.

Contamos principalmente com o seu apoio em estar orando, jejuando e divulgando este projeto. Ore para que portas sejam abertas, trabalhadores, recursos e que principalmente sejamos cheios do Espírito Santo para esta obra que Ele iniciou em nossos corações. 

           




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