Efésios
5:18 “...; mas enchei-vos do Espírito...”
1. O
ESPÍRITO SANTO
O
tema deste livreto é de extrema importância para os dias atuais precisamos
resgatar nossas igrejas sob autoridade do Espírito Santo.
O
Espírito Santo e a pessoa da trindade menos conhecida e entendida da igreja,
inclusive no meio pentecostal carismático. Na verdade, falamos muito dEle, mas
pouco temos vivido cooperando com Ele. Algumas igrejas quase dão a entender que
o Espírito Santo fora sepultado junto com o último apostolo que tudo que está
descrito no livro de Atos fora apenas para aquela época e que não podemos
esperar que aconteça hoje.
Mas
pelo contrário acredito que assim como não haveria vida cristã sem o Pai e sem
Deus filho, também não haveria vida cristã sem a pessoa do Espírito Santo.
Muitas
pessoas olham para Espírito Santo como se Ele fosse como opcional de carro, se
tiver como ter o Espírito Santo melhor, mas se não tiver eu sobrevivo, e até
mesmo dizem “eu O tenho”, mas não possuem intimidade e não são
guiados por Ele durante o seu dia a dia.
Mas
o Espírito Santo não é um opcional de carro, sem Ele não existiria o carro ou
nem este andaria. Algumas igrejas tratam a Pessoa do Espírito Santo como as
igrejas liberais modernistas tratam a pessoa de Jesus. Os liberais não negam
Jesus, eles basicamente o ignoram.
Stanley M Horton em seu livro O Espírito Santo na Bíblia compara a prepararmos um excelente carro de luxo, equiparmos com todos os acessórios e conforto e colocarmos no lugar algo movido a pedais, seria loucura agira assim. Tal temos feito diante de Deus com nossos templos luxuosos, voluptuosas ferramentas e não nos revestirmos do Poder prometido por ele, temos com muito obtido pouco resultado para ampliação do Reino de Deus na Salvação das almas que perecem.
1.1 CARACTERÍSTICA DA PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO
O
Espírito Santo tem grande importância no nosso relacionamento com Deus, Ele foi
nos dados com uma missão: habitar dentro nós, Ele veio morar dentro nós, a
bíblia diz que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens, mas habita
em nós assim concluímos nós somos a verdadeira casa de Deus, o Espírito Santo
veio fazer morada em nós.
1.1.1
O Espírito Santo é Deus
“Mas,
quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele
Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.” (João
15:26)
O Espírito Santo, O Senhor e o Pai são um, O Senhor O enviou para que hoje estivesse realizando as obras que Ele realizava enquanto estava com os discípulos, só que agora em todo o mundo e em todos os Cristãos.
1.1.2. O Espírito Santo Pensa
"E
aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito
intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus." (Romanos
8:27)
A
palavra intenção no original grego deriva de “phroneo”, que
quer dizer ter propósito, intenção, entendimento; enfim, ter pensamentos, ter
uma mente.
O
Espírito Santo não é uma força, um vento, uma pomba, um fogo, Ele antes de tudo
é uma pessoa que pensa. Podemos até representá-lo com um desses símbolos, mas
devemos saber que o Espírito Santo de Deus é uma pessoa e tem uma mente, e é
por isso que sempre podemos perguntar tudo a Ele.
1.1.3.
O Espírito Santo deseja
"Todas
essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as
distribui individualmente, a cada um, conforme quer." (1 Coríntios 12:11).
Esse
verso aqui se refere aos dons do Espírito, que estão dispostos do verso 8 ao 10
do mesmo capítulo. Em uma outra oportunidade, falaremos sobre estes dons do
Espírito. No texto de hoje, o que é importante ressaltar é tais dons são dados
segundo a vontade do Espírito Santo de Deus.
Que
lições podemos tirar disso? Uma lição importante é a de que é a vontade do
Espírito Santo que nos possibilita os dons, de maneira que não nos devemos
gabar por operar em algum deles. Todos provêm de Deus e não de nós mesmos.
Qualquer vaidade ou orgulho por operar em algum dos dons do Espírito devem ser
abandonadas, pois aqui se trata de algo que recebemos de Deus para uso no corpo
de Cristo.
1.1.4.
O Espírito Santo ama
"Recomendo-lhes,
irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a
mim em minha luta, orando a Deus em meu favor."
(Romanos 15:30)
O
Espírito Santo nos ama verdadeiramente. Paulo, aqui, pede oração não apenas
porque estão unidos em Cristo, mas também porque usufruem do amor que vem do
Espírito Santo de Deus. O Espírito Santo nos ama verdadeiramente e nós fazemos
uso do amor que provém dele.
Assim,
quando às vezes pensamos que não conseguiremos perdoar uma pessoa, por exemplo,
é importante que nos lembremos que com a ajuda do Espírito Santo e do seu amor,
podemos muito mais do que imaginamos nesta área.
1.1.5.
O Espírito Santo se alegra
"Mas
o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade,
fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei." (Gálatas
5:22-23)
O
Espírito Santo é uma pessoa alegre, cheia de felicidade. O Espírito Santo não
gosta de tristeza, de depressão, de lamentações.
Você
pode estar pensando que às vezes não há motivos no dia a dia para a alegria,
mas veja que as Escrituras não dizem que precisamos de novos motivos a cada dia
para estarmos alegres.
As
Escrituras colocam a alegria como um fruto do Espírito. O fruto deve nascer
quando os galhos, que somos nós, estamos conectados ao tronco principal, que é
Cristo.
Veja
o que Jesus disse a esse respeito:
"Eu
sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse
dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma."
(João 15:5)
1.1.6.
O Espírito Santo nos encoraja
"Assim,
pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galileia e Samaria tinham paz, e eram
edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do
Espírito Santo." (Atos 9:31)
O
Espírito Santo é por excelência o nosso consolador. É aquele com quem podemos
contar a qualquer hora do dia ou da noite para expor os nossos problemas e
angústias. Ele sempre trará conforto ao nosso coração, nos encorajando para ir
adiante.
O
Consolador está conosco todos os dias, com Ele podemos ter a confiança mesmo
diante de adversidades.
Vimos
até aqui seis características do Espírito Santo, ele é infinito e não
pretendemos que se tenha uma fórmula de quem Ele é. Vimos que o Espírito Santo
é uma pessoa, que ele tem uma mente, que ele tem desejos, que ele ama, que ele
se alegra e que ele nos conforta, ou seja, nos encoraja. Aprendemos que o
Espírito Santo é uma pessoa e, portanto, que devemos nos relacionar com ele
como tal.
O
importante com tudo isso é que aumentemos a sua intimidade com o Espírito
Santo, para que possamos cada vez mais ser capazes de ouvir a sua voz, o seu
conselho, a sua direção, que é sempre de acordo com a Palavra de Deus.
1.1.7.
O Espírito Santo fala
"Portanto,
como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos
corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto."
(Hebreus 3:7-8)
Sim,
o Espírito Santo fala conosco e devemos estar atentos a sua voz. O Senhor em
Apocalipse por diversas vezes enfatiza a importância de ouvirmos o Espírito
Santo e repete isso a cada uma das 7 igrejas as quais enviou uma mensagem
“Quem
tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.”
(Apocalipse 3:6)
O
Espírito Santo, conforme sabemos, é Deus. Quando Ele fala conosco, é Deus
falando conosco. Ele muitas vezes fala de forma específica, clara, conforme
vemos nesta passagem das Escrituras:
"Mas
o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé,
dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios." (1
Timóteo 4:1)
O
termo “expressamente” presente no verso acima é por vezes traduzido por
“claramente”. A importância para o que que conversamos aqui é que o Espírito
Santo tem a habilidade de falar de forma clara, sem interpretações duvidosas.
1.1.8.
O Espírito Santo nos ensina
"As
quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com
as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as
espirituais." (1 Coríntios 2:13)
Ser
sensível aos ensinamentos do Espírito Santo é uma das principais causas de
podermos ver as coisas da perspectiva de Deus. Quando tentamos enxergar o mundo
da nossa própria perspectiva, temos um entendimento não apenas limitado, mas
principalmente vulnerável às influências negativas.
Estar
aberto à instrução do Espírito Santo representa não apenas aprender com Deus,
mas também ser treinado no discernimento de espíritos, em que sabemos
diferenciar o que vem de Deus (do Espírito Santo) e o que não vem dele.
1.1.9. É
possível entristecer o Espírito Santo
"E
não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da
redenção." (Efésios 4:30)
Primeiramente,
fica claro mais uma vez que o Espírito Santo é uma pessoa. Se fosse apenas uma
força ou algo que o valha, não faria sentido dizer que ele pode ser
entristecido.
Como
os verdadeiros cristãos estão selados pelo Espírito Santo de Deus, tudo o que
fazemos que agride o seu caráter também o entristece.
Certa
vez meditando sobre a Palavra que diz que somos a menina dos olhos do Senhor,
comecei a meditar sobre O Espírito ver tudo que eu vejo, a noite pela primeira
e única vez Ele usou uma pessoa para testificar “até logo menina dos olhos de
Deus”.
Exemplos
de atos que entristecem o Espírito Santo estão nos versículos imediatamente
anteriores.
"Por
isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque
somos membros uns dos outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre
a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes
trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o
que tiver necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a
que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.
“(Efésios 4:25-29)
Assim,
a mentira, a ira sem justificativa, a aproximação com o diabo, o furto, e o
falar palavras torpes são exemplos de atitudes que entristecem o Espírito
Santo.
Quando
cristãos vão por esses caminhos, sentem um desconforto em pecar. É o Espírito
Santo de Deus que imediatamente incomoda o cristão para que ele retorne ao
caminho certo por meio do arrependimento e do alinhamento de sua postura diante
de Deus.
1.1.10.
É possível insultar o Espírito Santo
"Quão
mais severo castigo, julgam vocês, merece aquele que pisou aos pés o Filho de
Deus, que profanou o sangue da aliança pelo qual ele foi santificado, e
insultou o Espírito da graça?" (Hebreus 10:29)
Insultar,
ultrajar, trazer agravo ao Espírito Santo de Deus tem graves consequências para
a pessoa. Como o Espírito Santo é a pessoa da Trindade que está sempre conosco,
quando alguém o insulta está afastando-se da verdadeira influência que pode ter
para a sua salvação. Por essa razão, não há perdão para quem insulta o Espírito
Santo.
1.1.11.
O Espírito Santo pode ser resistido
"Povo
rebelde, obstinado de coração e de ouvidos! Vocês são iguais aos seus
antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo!"
(Atos 7:51)
O
verbo “resistir” aqui é traduzido do grego “antipipto”, que pode
ser traduzido de forma mais severa do que simplesmente resistir. Essa palavra
traz a ideia de oposição, de luta contra o Espírito Santo.
Como
o Espírito Santo é gentil e Deus nos deu o livre arbítrio, a resistência ao
Espírito Santo acaba por fazer com que a pessoa se afaste cada vez mais dele.
No entanto, sempre que a pessoa quiser voltar, o Espírito Santo estará pronto
para ajudá-la a se reconectar com Deus, e voltar a ser a pessoa que Deus
idealizou quando a criou.
“Não
extingais o Espírito.” (1 Tessalonicenses 5:16)
O
Apóstolo Paulo Alerta e devemos estar atentos.
1.1.12.
É possível tentar mentir para o Espírito Santo
"Um
homem chamado Ananias, juntamente com Safira, sua mulher, também vendeu uma
propriedade. Ele reteve parte do dinheiro para si, sabendo disso também sua
mulher; e o restante levou e colocou aos pés dos apóstolos. Então perguntou
Pedro: “Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, a ponto
de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro que
recebeu pela propriedade? Ela não lhe pertencia? E, depois de vendida, o
dinheiro não estava em seu poder? O que o levou a pensar em fazer tal coisa?
Você não mentiu aos homens, mas sim a Deus “. Ouvindo isso, Ananias caiu e
morreu. Grande temor apoderou-se de todos os que ouviram o que tinha
acontecido. Então os moços vieram, envolveram seu corpo, levaram-no para fora e
o sepultaram. Cerca de três horas mais tarde, entrou sua mulher, sem saber o
que havia acontecido. “(Atos 5:1-5)
Algumas
pessoas parecem se esquecer que o Espírito Santo de Deus sabe tudo e tentam
mentir para ele. Isso entristece muito o Espírito Santo, pois Deus é um Deus de
verdade. O próprio Cristo é a Verdade (João 14:6).
Essas
são, portanto, algumas das características do Espírito Santo, que, conforme já
dissemos algumas vezes, é uma pessoa da Trindade e deve ser tratada como tal.
Embora o Espírito Santo seja poderoso e nos influencie, ele não deve ser
entendido como sendo em si uma força ou uma influência, mas sim uma pessoa com
inteligência e emoções, que tem um propósito específico no seu relacionamento
conosco que é nos ajudar, aconselhar, ensinar, sempre o intuito de que possamos
cada vez sermos enchidos da Verdade.
Vimos
também que o Espírito Santo é o único substituto de Cristo, e que foi enviado
pelo Pai (João 14:16). Assim, não é preciso orar para que o Pai envie o
Espírito Santo. Ele já fez isso. O que é preciso é que aumentemos em intimidade
com o Espírito Santo, para que possamos discernir e escutar a sua voz.
Assim
como Paulo exortou aos Efésios: “Recebestes já O Espírito Santo quando
crestes?” (Atos 19:1) hoje você pode estar em uma posição duvidosa pelo
conhecimento que até hoje tinha do Espírito Santo, de que não precisa receber
pois já recebeu no batismo, de que recebeu quando creu ou pior que nem é
preciso recebê-lo pois se destina a uma classe especial de Cristãos. Você não
precisa pedir para O Pai enviá-lo novamente, mas precisa pedir para recebê-lo.
2.
O PRINCIPAL PROPÓSITO DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
“E,
cumprindo-se o dia de Pentecostes... E todos foram cheios do Espírito Santo, e
começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que
falassem.” (Atos 2:1a;4).
“A
plenitude do Espírito Santo é um revestimento de poder para todos os filhos de
Deus. “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos,
quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas
11:13).
Receber
o batismo com o Espírito Santo resultada em uma nova dimensão de poder
espiritual para testemunhar a Cristo e ganhar vidas. Com mundo tão alienados e
o ateísmo crescente nunca foi tão vital sermos cheios do Espírito Santo.
Jesus
prometeu: Recebereis poder. Poder para quer? Esta é a verdadeira questão. O que
pretendemos realizar, ou que cremos que cremos que deve ser realizado após
sermos batizados com o Espírito Santo?
“...recebereis
a virtude do Espírito... e ser-me-eis testemunhas...” (Atos 1:7-8)
Após
o recebimento da Virtude, Poder, do Espírito Santo é que o Cristão poderá ser
uma testemunha eficaz da ressurreição do Senhor Jesus. Algo que Paulo alerta e
temos negligenciado em nossos dias, para que a Fé dos ouvintes quanto a
salvação não fosse vã, ele alerta:
“A
minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de
sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder.” (1
Coríntios 2:4)
Os primeiros cristãos, revestidos de poder do Espírito
Santo, espalharam-se por todos os lugares e operavam os mesmos milagres que
Jesus realizara. E ainda hoje Jesus é o mesmo para realizar as mesmas obras e
ainda maiores.
“Na
verdade, na verdade vos digo que aquele que creem mim também fará as obras que
eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” (João
14:2)
Assim
fizeram em nome Dele. Esses milagres foram evidência da ressureição de Jesus.
Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhando da ressurreição do
Senhor Jesus, e grandiosa graça estava sobre todos eles (Atos 4:33). Esse é o
principal propósito de possuir tal poder: Testemunhar, com provas, que Jesus está
vivo. Esse proposito nunca foi alterado.
Os
xintoístas, os budistas, os muçulmanos, os judeus, os hindus, os fetichistas e
os seguidores de outras religiões, no mundo inteiro, não acreditam que Jesus
esteja vivo hoje e a melhor prova que as pessoas têm que Jesus está vivo hoje é
quando veem operar os mesmos milagres que Ele operou.
Foi
com este proposito que Jesus enviou o Espírito Santo. Ao serem batizados com o Espírito
Santo, os cristãos estarão revestidos de poder para dar ao mundo, testemunho
(prova) da ressureição de Jesus.
Muitos
jovens perdem o interesse pela sua igreja porque o verdadeiro sentindo da vida
cristã não é ressaltado. Uma vez que ser cristão implique apenas em frequentar
uma igreja com regularidade, cantar no coro, dar dízimo, não haverá desafio
suficiente para a juventude desta geração.
Quando
os jovens são batizados com o Espírito Santo, caso compreendam proposito desta
experiencia, entenderão que que receberam poder para testemunhar com eficácia.
Sairão e imporão as mãos sobre os enfermos, e estes sararão. Pregarão o
Evangelho aos perdidos, com Poder, expulsarão demônios e verão com seus olhos
as maravilhas do Senhor.
O
Senhor nos chama a viver a cultura do Espírito a uma promessa sobre nossa
geração, não aceito a afirmativa de muitos que dizem que nossa geração foi
perdida, pelo contrário profetizo sobre sua vida o mover do Espírito Santo e a
viver o extraordinário de Deus.
Não
desista de ser cheio do Espírito Santo e ser uma testemunha do seu poder, Ele
te chamou para curar enfermos e expulsar demônios.
Nossa
geração é a geração dos últimos dias, os últimos dias ainda não acabaram,
confiemos na promessa de que Deus derramou o seu Espírito Santo sobre toda
carne. Não desprezemos a promessa de Deus para nossas vidas e nem a rejeitemos.
O Senhor Jesus pagou um alto preço para que pudéssemos receber essa dádiva.
3. RAZÕES
POR QUE PRECISAMOS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
“A
grande dádiva de Cristo aos seus seguidores foi a poderosa infusão do Espírito
Santo. Estando Ele com seu pequeno grupo de discípulos no monte das oliveiras,
pouco antes de sua partida ao céu, falou-lhes que esperassem a promessa do pai
que de mim ouvistes. Porque, na verdade João batizou com água, mas vós sereis
batizados com o Espírito Santo, não muito depois desses dias” (Atos
1:4-5).
Após
pronunciar estas palavras, o Senhor ascendeu ao céu. Os discípulos voltaram a Jerusalém, onde
passaram os dez dias seguintes em oração e adoração. Então, de súbito, o Espírito Santo desceu
sobre eles. Vieram línguas como de fogo e um forte e impetuoso vento, o qual
encheu o aposento onde estavam assentados, e começaram a todos a falar em
outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.
Esse
maravilhoso dom revolucionou a vida deles e fez-lhes arder uma chama para DEUS.
Embora leigos e indoutos, saíram a pregar a Mensagem que revolucionou o mundo. (Atos
4:13).
A
igreja de hoje tem feito diferente, tem se preparado por suas próprias fontes e
desprezado a preparação do alto, temos até livros intitulados “365 sermões, 1
para cada dia do ano”, temos ótimos louvores, toda a programação religiosa, mas
falta-nos a Virtude e o Poder, e a presença e direção do próprio Espírito Santo
em nossos cultos e nossas vidas, com isso falhamos e milhares de alvas vão para
o inferno todos os dias.
3.1 Se
Cristo e os apóstolos precisaram do batismo com o Espírito, então também
precisamos.
“Cristo
o filho de Deus, desceu do céu e, porque Se fez homem, estava sujeito as
enfermidades do homem “(Hebreus 5:7-9).
No seu papel de Filho do homem, Ele precisou
do batismo com o Espírito Santo. Portanto antes de dar início ao seu primeiro
ato de ministério público, recebeu o Espírito de Deus ao ser batizado por João
Batista nas águas do rio Jordão (Matheus 3:16).
Os
apóstolos receberam, no cenáculo, o batismo com o batismo com o Espírito Santo,
e as mulheres que seguiam Jesus também receberam o Espírito. (Atos 1:8,14).
Maria,
mãe de Jesus, que, pelo Espírito concebeu o Salvador, recebeu o Espírito Santo.
As 120 pessoas que estavam presentes no cenáculo receberam o Espírito Santo.
O
Pentecostes foi um divisor de águas para na vida da igreja. Antes de receberem
o Espírito Santo e Dele serem cheios, os discípulos estavam trancados com medo
dos judeus (João 20:19).
Contudo,
cheios do Espírito, foram trancados por falta de medo (Atos 4:3, 5:18).
Antes de serem revestidos com poder, os discípulos estavam transtornados; agora
transtornaram o mundo. Antes tinha o Espírito Santo; agora o Espírito Santo os
tinha. Antes tinham o Espírito Santo
residente; agora, tinham o Espírito presidente. Antes o Espírito Santo estava
com eles; agora; estava dentro deles. (João 14:17)
O Espírito Santo desceu sobre a igreja de
forma audível, como um som impetuoso. Desceu de forma visível, em colunas de
fogo. Desceu de forma soberana e misteriosa, como um vento impetuoso. As
multidões de ajuntaram, Pedro pregou com autoridade e poder uma mensagem Cristo
cêntrica e cerca de três mil pessoas foram salvas. O Pedro covarde agora era um
gigante. O Pedro que negara Jesus dava agora ousado testemunho de Jesus.
“Receberão
poder” do Espírito Santo para
fazer o quê? Ir “por todo o mundo e pregar o Evangelho”, Promovendo
o avanço do reino! Isso não era apenas para eles, mas também para nós, pois
Pedro havia proclamado às multidões:
“Pois
para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda
estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (Atos
2:39).
Você
e eu certamente estamos incluídos nessa promessa.
Então,
por este motivo, Paulo escreve a todos nós:
“Porque
o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (1
Coríntios 4:20).
Quando
o Espírito Santo veio habitar dentro da humanidade, o reino e todo o seu poder
estariam dentro de nós! Agora possuímos o poder para promover o avanço do reino
no coração e na vida das pessoas. É por isso que a Palavra de Deus afirma:
“Porque
o Reino de Deus não é comida e nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no
Espírito Santo” (Romanos 14:17).
3.2 O
Espírito Santo nos dá poder para levarmos uma vida de santidade.
“Portanto,
agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam
segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em
Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porque, se viverdes
segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do
corpo, vivereis”. (Romanos 8:1,2e13).
Essa
passagem declara que o Espírito Santo nos liberta da lei do pecado e da morte.
Sem Ele, as tentativas do homem no sentido de levar uma vida de santidade são
inúteis. Pelas próprias forças, ele é incapaz de ter um viver vitorioso. Como o
profeta Isaías nos exorta:
“...
todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; ...” (Isaias
64:6)
Ora
todo cristão tem certa medida do Espírito de Cristo, do contrário, não é
seguidor do mestre (Romanos 8:9). Porém, a experiencia do dia de
Pentecostes representa medida ainda mais cheia. O Espírito Santo, antes, estava
com o cristão, mas agora está nele. É o Espírito Santo que capacita o homem a
viver em Santidade.
Crer
e não receber O Espírito é parar no caminho, O Senhor Jesus morreu para nos
Salvar, Curar e para nos enviar O Espírito Santo, ao ser questionado por sua
morte Ele disse:
“Todavia,
digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o
Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.” (João
16:7)
3.3
O Espírito Santo é o Consolador
que habita para sempre conosco.
“E
eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco
para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o
vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em
vós”. (João 14:16,17)
O
Espírito Santo é o Consolador e veio habitar conosco para sempre.
Constantemente nos causa comoção pensar nEle, que se movia sobre a face das
águas, venha conosco habitar, não apenas por um dia, um mês, ou um ano, mas
para sempre! Daqui a 1 milhão de anos, Ele ainda estará conosco nos guiando,
consolando e em eterna comunhão.
Como
se retraem a uma total insignificância todas as benções materiais ao lado desse
grande Consolador! Os prazeres terrenos podem satisfazer apenas por curto
tempo, ao passo que a permanente presença do Espírito faz parecerem ninharias
todos os troféus do mundo.
3.4
O Espírito Santo vivificará nosso
corpo mortal.
“E,
se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós,
aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos
corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita”. (Romanos
8:11)
Sabemos que a cura divina é realizada pela
virtude do Espírito. O poder do Senhor estava presente para curar. Porém o propósito
de Deus vai mais longe: inclui a saúde divina, conforme declara o segundo
versículo da terceira epistola de João: “Amado, desejo que te vá bem em
todas as coisas e que tenhas saúde, assim como vai a tua alma”.
O
apostolo Paulo acrescenta que o mesmo Espírito que ressuscitou Cristo dos
mortos foi dado ao cristão para vivificar o seu corpo mortal.
Paulo
não fala acerca da ressureição futura, mas da vivificação do corpo mortal.
Segundo mostra o contexto, ele refere-se a vida que estamos vivendo agora.
“...
E, se o Espírito daquele que ressuscitou dos mortos a Jesus habita em vós,
aquele que ressuscitou dos mortos a Cristo Jesus igualmente vos dará vida a
seus corpos mortais, por intermédio do seu Espírito que habita em vós....” (Romanos
8:11).
3.5
O Espírito Santo é a garantia da
Vida Eterna.
“nos
selou como sua propriedade e fez habitar o seu Espírito em nossos corações como
garantia de tudo o que está por vir.” (2 Coríntios 1:22)
“...Alguns
entendem que o selo é uma designação invisível. Mas isso não parece encaixar-se
no significado normal de um selo. O selo certamente é algo mais do que o ato de
crer... o batismo no Espírito Santo era a experiência NORMAL de todos os
crentes dos tempos do Novo Testamento... Todos os crentes tiveram essa
experiência..."
(Stanley M. Horton - O Espírito Santo na bíblia CPAD:
2022 pág. 258 e 259).
3.6 O Espírito Santo ajuda-nos a orar de
forma sobrenatural.
“E
da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não
sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por
nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26).
Para
orar, não precisamos receber o batismo com o Espírito Santo, porque Deus,
misericordioso, ajudara, pelo poder de convicção do Seu Espírito, o pecador a
fazer a oração do publicano (Lucas 18:10-14). Como vimos, o novo
convertido tem certa medida do Espírito e será capaz de receber muitas
respostas as suas petições.
No
entanto, há algo mais do que isso. Quando o batismo com Espírito Santo ocorre
em sua plenitude e a Ele nos entregamos, descobrimos que o Espírito de Deus que
em nós habita intercederá por nós e nos auxiliará a orar e obter respostas
sobre os problemas de difícil solução, como diz o versículo não há quem saiba
orar como convém, mas o Espírito de Deus, se permitido, fará intercessão por
nós com gemidos inexprimíveis.
Diz
nos Paulo que as vezes orava com o espírito e outras vezes com a mente (1 Co
14:14-15).
4. COMO
RECEBER O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
Os
samaritanos receberam após terem crido pouco tempo depois de sua conversão após
a pregação de Felipe e a imposição de mãos de Pedro e João. Paulo aceitou a
Cristo na estrada de Damasco e três dias depois, foi cheio do Espírito.
Não
há dúvida de que esse batismo se destina aos convertidos, ou seja, aos que se
arrependeram de seus pecados e aceitaram a Jesus como Salvador, conforme pregou
Pedro do dia de Pentecostes.
“E
disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de
Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;
Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que
estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”. (Atos
2:38-39)
A
promessa, como vemos, não era apenas para eles e seus filhos, mas para quantos
estivem distantes e a quem o Senhor chamasse. Cremos e ensinamos que todo
cristão deve e pode receber imediatamente o batismo com o Espírito Santo, a
benção pode vir sem demora, assim como foi com os samaritanos e com Apostolo
Paulo o receberam pouco tempo depois de sua conversão.
4.1. Produza frutos de arrependimento
Os
que desejam receber o Espírito Santo devem arrepender-se dos seus pecados. Foi
o que Pedro disse ao povo no sermão que pregou no dia de Pentecostes.
“E
disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de
Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”.
(Atos 2:38).
Não
podemos alcançar a vitória sobre todos os maus hábitos, mas pode deixar de amá-los.
Pode, em seu coração, abandonar aquilo que sabe ser mau. Todo aquele que ama
suas transgressões, ou o mundo, não se sente preparado para receber o Espírito
Santo, antes é um candidato ao arrependimento.
4.2. Pureza de Coração.
A
santidade de Deus exige santidade da parte dos seus filhos (1 Pedro 1:15-16;
Hebreus 12:14), a bíblia tem muitos exemplos nos quais se verifica que a
falta de santidade interrompeu o contato com o Senhor e com o Espírito Santo.
Um
verdadeiro avivamento surge quando a grande desejo e busca pela santificação,
quero estimular você a viver uma vida santa e preparar-se a viver o
sobrenatural do Espírito Santo.
Ao
ser confrontado com as Bem-aventuranças que o Senhor Jesus nos ensinou podemos
entender com um imenso desafio sermos puros de coração.
“...
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus... “(Mateus
5:8).
Porém
Aquele que nos desafia também proporciona a limpeza pelo seu Sangue
“...o
sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado....” (1
João 1:7)
4.3. Fé agradável a Deus
Quando
uma pessoa crê no Senhor, confiando que aquilo que Deus prometeu se cumprira (Romanos
4:20-21), então experimenta a ação do Espírito Santo se manifestando para
cumprir as promessas de Deus.
O
Espírito Santo é a Promessa, então creia, pois, quem prometeu é Fiel para
cumprir.
4.4. Humildade
Na
fraqueza que a humildade representa, o crente se torna forte (2 Coríntios
12:10). O tesouro de Deus é dado a “vasos de barro”, pois
assim a excelência do poder sempre será da mão de Deus e não do homem (2
Coríntios 4:7).
A
verdadeira humildade gera uma dependência absoluta do Espírito de Deus, foi
assim com Jesus e com os apóstolos. Quando Moises não quis se enquadrar nessa
lei espiritual, mas agiu confiando no seu próprio poder, fracassou (Êxodo
2:11-15; Atos 7:25-29).
Mas
quando se sentiu sem recursos próprios, Deus estendeu o seu braço e manifestou
o seu poder na sua vida (Êxodo 3:1-11; 4:10).
4.5. Vida de Oração
Os
Estados Unidos da América sofreram um colapso econômico em 1850. Os bancos
fracassaram. Os empresários os empresários entraram em crise as estradas de
ferro faliram. Fabricas foram fechadas e milhões de trabalhadores ficaram
desempregados. A situação era desesperadora. Em 1º de Julho de 1857, Jeremiah
Lamphier, um homem de negócios, assumiu o posto de missionário urbano. Sua
denominação vinha perdendo milhares de membros todos os anos. Lamphier imprimiu
um folheto e o distribuiu em Nova York.
Em
23 de Setembro de 1857, ele começou uma reunião de oração com objetivo de
juntar comerciantes, mecânicos e viajantes para buscar a Deus. No primeiro
encontro apareceram seis pessoas. Na segunda semana, quarenta. A reunião deixou
de ser semanal para ser diária. Em seis meses, cerca de dez mil homens se
reuniam todos os dias em Nova York para orar.
O
resultado foi um poderoso avivamento que varreu o país e, em dois anos,
acrescentaram-se as igrejas americanas mais de um milhão de novos convertidos.
Todos
os avivamentos na história foram precedidos por oração. É grande a igreja que
ora! Os céus se fendem e Deus derrama seu Espírito.
Warren
Wiersbe diz que a oração tem um papel decisivo na história da igreja, conforme
relatada no livro de Atos.
Os
cristãos, oravam pedindo orientação para tomar decisões (Atos 1:15-26)
novo apostolo lugar de Judas e coragem para testemunhar de Cristo (Atos
4:23-31). Na verdade, a oração era parte integrante de seu ministério
diário (Atos 2:42-47; 3:1; 6:4). Estevão orou enquanto estava sendo
apedrejado (Atos 7:55-60). Pedro e João oraram pelos Samaritanos (Atos
8:14-17) e Saulo de Tarso orou após sua conversão (Atos 9.11), Pedro
orou antes de ressuscitar Dorcas (Atos 9:36-43). Cornélio orou para que
deus lhe mostrasse como ser salvo (Atos 10:1-4), e Pedro estava no
terraço orando quando Deus lhe disse como responder as orações de Cornélio (Atos
10:9). Os cristãos da casa de João Marcos oraram por Pedro quando o
apostolo estava na prisão, e o Senhor o livrou tanto da prisão, quanto da morte
(Atos 12:1-11). A Igreja de Antioquia jejuou antes de enviar Barnabé e
Paulo (Atos 13:1-3; notar 14:23).
Foi
em uma oração de oração em Filipos que Deus tocou o coração de Lídia (Atos
16:13); em outra reunião de oração que Deus abriu as portas da prisão (Atos
16:25). Paulo orou por seus amigos antes de partir em viagem (Atos
20:36; 21:5). No meio de uma tempestade, orou pedindo a benção de (Atos
27:35) e, depois de uma tempestade orou para que deus curasse um homem
enfermo (Atos 28:8). Em quase todos os capítulos de Atos, encontramos
alguma referência a oração, e este livro deixa bem claro que algo sempre
acontece quando o povo de Deus ora.
Esta
e certamente uma boa lição para a igreja de hoje. A oração e tanto um
termômetro como um termostato para a igreja local. O fato de a “temperatura
espiritual” se elevar ou reduzir depende das orações do povo de Deus.
John
Bunyan, autor de O Peregrino, disse: “A oração é um escudo para a alma,
um sacrifício para Deus e um flagelo para satanás”. No livro de Atos,
vê-se que a oração alcança tudo isso.
A
oração é uma ordem do Senhor, sem ela damos a carne maior atuação em nossas
vidas. Não é fácil orar, não é sem motivo que o Senhor nos exorta a perseverar
em oração.
4.6. Obedeça a Deus
“E
nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e o Espírito Santo, que Deus
deu àqueles que lhe obedecem.” (Atos 5:32)
Querer
o Espírito Santo e não obedecer a Deus é tentar ao Senhor, começando pelas
ordenanças básicas temos muitos que se afirmam serem Cristãos e postergam
decisões importantes para a vida Cristã.
“Quem
crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”
(Marcos 16:16)
“E
digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do
Homem o confessará diante dos anjos de Deus”
(Lucas 12:8)
“Examinais
as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de
mim testificam.” (João 5:39)
Atitudes
como: “Visito a igreja, mas não estou pronto para aceitar ao Senhor”,
“Ainda não estou pronto para o compromisso de se batizar”, são atitudes
contrárias ao compromisso de obediencia, anulando a fé, pois “a fé sem
obras é morta” (Tiago 2:17) 4.7. Tenha Fome e Sede
O
ensinamento sobre o Pai conceder o Espírito Santo é assemelhado a um filho que
pede a seu pai natural pão e peixe, alimentos cotidianos que são necessários
para nossa vida.
Uma
criança não cansará de pedir enquanto seu pai não lhe der aquilo que pede, irá
chorar, insistir até que seu pai lhe conceda aquilo que anseia.
Se
não tivermos essa mesma fome e sede pelo Espírito Santo não O receberemos. Os
cuidados da vida, as coisas deste mundo amortecem a fome que a ausência da
presença do Espírito Santo faz em nossas vidas.
“Jesus
respondeu e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede, mas
aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu
lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.” (João 4: 13-14)
“bem-aventurados
os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.”
(Mateus 5:6)
Se
lhe falta essa fome e sede, ore e peça que o Senhor desbloqueie os vossos
poços.
5. UM
POUCO DA NOSSA HISTÓRIA
A
Igreja de Cristo ou seu Corpo é a reunião de todos os membros em todas as
partes do mundo. Mesmo havendo várias denominações o Senhor não enxerga a sua
Noiva dividida e aqueles que a dividem não estão contribuindo para a edificação
da Noiva de Cristo. Como Paulo diz “se um membro padece, todos os membros
padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com
ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.” (1
Coríntios 12:26)
5.1 O AVIVAMENTO DA RUA AZUZA
O
Avivamento da Rua Azusa foi um autêntico derramamento do Espírito Santo sobre a
cidade de Los Angeles, em 1906, nos Estados Unidos.
Esse
avivamento foi inegavelmente uma ação transformadora do Espírito que dominou
todas as raças e pessoas daquele lugar.
Esse
avivamento que ocorreu há mais de 100 anos, ainda soa aos nossos corações por
um despertar de um coração incendiado por Jesus.
Esse
avivamento possui tão grande significado que inclusive, recentemente se tornou
uma linda peça de teatro aqui no Brasil, chamado “Rua Azusa –O Musical”.
Esse
avivamento rompeu todas as barreiras sociais e raciais, aproximando negros e
brancos, em uma sociedade que sofria as marcas do racismo.
Se
coloque no seguinte contexto histórico: uma época de luta racial de um povo
clamando por liberdade e igualdade. Pessoas que carregavam as marcas do
racismo, escolheram viver um relacionamento íntimo com Deus.
Liderados
por um homem negro e com um coração queimando de amor por Jesus, esse grupo
decide ter um encontro real com o Amor e Fogo de Deus.
Esse
é o cenário que ilustra a história do Avivamento da Rua Azusa.
O
Avivamento da Rua Azusa influenciou milhares de pessoas e igrejas ao redor do
mundo. Consequentemente esse fato é considerado um dos maiores avivamentos da história.
Assim
como todo avivamento, ele começou com muita oração, leitura da Palavra e
corações sedentos por mais do fogo de Deus.
Tudo
começou através do ministério de Charles Fox Parham, em 1898. Charles Fox
Parham foi um pregador americano que abriu uma escola bíblica, na cidade de
Topeka, nos Estados Unidos.
Devido
à sua obediência ao chamado de Deus, inúmeros jovens foram impactados pelo seu
ensino. Um desses jovens foi o fundador da Missão Azusa. Esse aluno foi o
pastor William Seymour.
De
fato, um jovem negro, pobre, cego do olho esquerdo, devido ter contraído
varíola quando mais novo e ainda por cima, vindo de uma família escrava,
nascido em 1870.
Esse
garoto, William Seymour era apaixonado pelos ensinamentos bíblicos de Charles
Fox Parham. Todavia naquela época nos EUA, por questões de leis racistas,
negros não podiam estudar na mesma sala que brancos. Por isso ele sempre ficava do lado de fora da
sala, acompanhando atentamente aquele pregador e professor.
Apesar
da restrição a Seymour frequentar as aulas junto com os demais alunos, em razão
de obedecer a lei local, Charles Parham disse claramente a Seymour quando este
o perguntou se Deus poderia usar alguém como ele que sim, e que o Senhor
procurava tais homens para serem cheios do Espírito Santo.
Acima
de tudo Seymour foi totalmente marcado e impactado pela influência de seu
professor. O jovem cresceu com fome e sede pela Palavra de Deus e se tornou
pastor de uma igreja chamada Holiness, na cidade de Los Angeles.
É
impossível falar sobre o Avivamento da Rua Azusa sem falar sobre William
Seymour. Entretanto tudo era muito difícil para um rapaz com as características
de Seymour. Em um determinado momento de sua vida adulta, ele ficou
desempregado. Porém esse desemprego serviu como impulsionador de sua rotina de
oração e busca a Deus. Ele conseguiu
investir mais horas em seu objetivo de buscar a Deus.
Às
vezes nos queixamos de tantas coisas e investimos tão pouco tempo em oração…
Seymour antes do desemprego já tinha o hábito de orar em média 5 horas por dia.
Após a saída do emprego, ele aumentou seu tempo de oração para 7 horas diárias.
Sobretudo através dessas 7 horas, ele tinha um grande objetivo: receber a
plenitude do Espírito Santo na sua vida. O seu mais profundo pedido a Deus era
receber aquilo que o seu professor da infância havia ensinado e o que havia
aprendido na Palavra de Deus.
Seymour
queria “o verdadeiro Espírito Santo e fogo, com línguas e o amor, e o
poder de Deus, como os apóstolos tiveram.”.
Paralelamente
a esses acontecimentos, William Seymour, abriu uma reunião de oração e seu
grupo se encontrava na casa da família Asberry na Rua Bonnie Brae, 216.
O
grupo levantou uma oferta para trazer Lucy Farrow, que havia recebido o batismo
no Espírito Santo, na cidade de Houston.
Assim
no dia 09 de abril de 1906, ao se unir ao grupo de oração, Lucy Farrow orou por
um dos irmãos que frequentavam a reunião, Eduard Lee. Analogamente nessa
oração, Eduard Lee caiu no chão e começou a falar em línguas estranhas.
Naquela
noite a maioria das pessoas que estavam naquela reunião, de forma sobrenatural,
começaram a falar em línguas.
Uma
pessoa que foi tomada pelo Espírito Santo foi a jovem Jeannie Moore, que tempos
depois se tornaria a esposa do pastor William Seymour. Inesperadamente quando
ela foi tocada por Deus começou a falar em línguas e se sentou ao piano e
começou a cantar louvores e tocar incrivelmente, apesar de nunca ter aprendido
a tocar em sua vida.
Uaaau!
A
partir daquela noite de 09 de abril de 1906, a casa da família Asberry na Rua
Bonnie Brae, 216. Ficou pequena em comparação com a quantidade de pessoas que
começaram a ir até lá para buscar o Batismo no Espírito Santo.
Surpreendentemente William Seymour até aquela data, mesmo orando 7 horas por
dia e totalmente comprometido em ter uma verdadeira experiência com Deus, ainda
não tinha sido batizado no Espírito…, Mas isso, claro, foi por pouquíssimo
tempo. Semelhantemente logo ele também foi batizado! A sua fome e sede por
fluir no sobrenatural aumentou ainda mais e provocou o grande Avivamento da Rua
Azusa!
Porém
eu ainda não contei para você como a pequena reunião que começou na Rua Bonnie
Brae, foi deslocada para a Rua Azusa. Não é mesmo? Sob o mesmo ponto de vista
um documento histórico vai te explicar o que houve. É um testemunho sobre as
reuniões na casa da família Asberry:
“eles
gritaram durante três dias e três noites. Era páscoa. Pessoas vieram de todos
os lugares. No dia seguinte foi impossível chegar perto da casa. Quando as
pessoas entravam, elas caiam de baixo do poder de Deus e a cidade inteira foi
tocada. Eles gritaram lá, até as fundações da casa cederem, mas ninguém foi
ferido. Durante esses três dias, haviam muitas pessoas que receberam o batismo.
Os doentes foram curados e os pecadores foram salvos assim que eles entravam na
casa.”
Conforme
a casa da família Asberry ficou pequena demais para todo o mover que estava
acontecendo, William Seymour e o seu grupo de oração procuram algum lugar maior
para continuarem suas reuniões de oração.
Sendo
assim eles procuraram e encontraram um lugar bem humilde, porém perfeito para a
suas necessidades.
Um
prédio na Rua Azusa, nº 312. Esse prédio tinha sido no passado uma igreja Metodista
Episcopal, mas que sofreu um incêndio e ficou inutilizada, sendo usada como
estábulo e depósito. Antes de tudo eles limparam o lugar, jogaram fora todo
entulho e escombros que ainda restavam ali e de uma forma super humilde
montaram a estrutura do novo lugar de oração.
De
certo a vontade de adorar e servir a Deus era tão grande que eles fizeram um
púlpito com duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto na Rua
Azusa, nº 312 foi realizado no dia 14 de abril de 1906. Ou seja, apenas cinco
dias após o batismo no Espírito Santo na Rua Bonnie Brae. Inegavelmente esse
movimento foi transformador e não parou tão cedo. Pelo contrário, ele atraiu
milhares de pessoas da cidade de Los Angeles e cidades vizinhas, gerando o tão
grande e importante Avivamento da Rua Azusa.
Esse
avivamento foi tão transformador que produz frutos até hoje e eu já te conto
quais são. Inesperadamente muitos cristãos naquela cidade e cidade vizinhas já
esperavam por um avivamento e por isso, se unirão à Missão da Rua Azusa.
Eventualmente participaram das reuniões de Azusa Frank Bartleman e outros que
estavam clamando a Deus para fazer o mesmo que estava sendo feito naquela
época, o chamado Avivamento no País de Gales.
O
jornal da época, “The Apostolic Faith”, relatava que os cultos
começavam por volta das 10h da manhã e duravam até às 22h, às vezes se
prolongando até às 3h horas da madrugada.
As
pessoas lotavam os cultos três vezes ao dia e as reuniões eram tomadas por
curas e milagres criativos de Deus. Membros físicos, em pessoas deficientes,
eram criados do nada.
Pessoas
recebiam de Deus o chamado missionário e iam para outros lugares e nações
pregar o evangelho.
Consequentemente
pessoas eram batizadas no Espírito Santo e caiam debaixo da unção de Deus
apenas por andar no quarteirão próximo ao prédio da Rua Azusa, nº 312. Você
consegue imaginar tudo isso acontecendo?! Definitivamente é impossível não se
emocionar.
O
Avivamento da Rua Azusa durou três anos, porém como eu disse anteriormente,
seus frutos são evidentes até hoje. Acima de tudo, o Avivamento da Rua Azusa
foi responsável pelo início do movimento Cristão Pentecostal. Hoje o maior
segmento da igreja evangélica no mundo. Através do Avivamento da Rua Azusa as
seguintes pessoas que frequentaram as reuniões da Rua Azusa produziram os
seguintes feitos:
William
H. Durham foi batizado no Espírito Santo em uma das reuniões da Rua Azusa, onde
ele, após isso, formou missionários em sua igreja local, em Chicago. Dois de
seus evangelistas que foram enviados em missão foi E. N. Bell que se tornou o
fundador da igreja Assembleia de Deus, nos Estados Unidos e Daniel Berg e
Gunnar Vingren, fundador da igreja Assembleia de Deus, aqui no Brasil.
O
Espírito Santo conduzia as reuniões em Azusa, não havia nenhuma rotina
premeditada, o pastor Seymour se ajoelhava com a cabeça dentro de um caixote
que era o púlpito e orava por horas. As pessoas direcionadas pelo Espírito
louvavam, oravam uns pelos outros, traziam uma Palavra de exortação, consolo ou
correção, um testemunhavam espontaneamente os milagres, curas e conversões.
Seymour profetizou em seu leite de morte que após 100 anos (nosso tempo)
viveríamos um avivamento maior.
5.2
MOVIMENTO CHUVA SERÓDIA
O
Movimento Chuva Serôdia é uma influência dentro do pentecostalismo que ensina
que o Senhor está derramando o Seu Espírito novamente, como fez no dia de
Pentecostes, e usando os crentes para preparar o mundo para a Segunda Vinda.
O
termo "chuva serôdia" foi usado pela primeira vez no início da
história do pentecostalismo, quando David Wesley Myland escreveu um livro
chamado Latter Rain Songs (Canções Chuva Serôdia), em 1907. Três anos depois,
Myland escreveu The Latter Rain Covenant (Aliança Chuva Serôdia), uma defesa do
pentecostalismo em geral. O nome vem de Joel 2:23: "Alegrai-vos,
pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque ele vos dará
em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a
serôdia." Os pentecostais interpretam a "chuva" neste
versículo como um derramamento do Espírito Santo. A "chuva serôdia"
(o derramamento durante o fim dos tempos) seria maior do que a "chuva
temporã". “Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a
alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva
serôdia que rega a terra.” (Oseias 6:3)
Em
1948, um "reavivamento" eclodiu em Saskatchewan, no Canadá, e os
ensinamentos do Movimento Chuva Serôdia foram esclarecidos.
Os
envolvidos nesse reavivamento estavam convencidos de que estavam à beira de uma
nova era, uma na qual o Espírito Santo demonstraria o Seu poder de uma forma
maior do que o mundo já tinha visto. Nem mesmo o tempo dos apóstolos, disseram,
tinha testemunhado tal movimento do Espírito Santo.
Não
há que se duvidar que o Senhor possa fazer como prometeu obras maiores em
nossos dias.
O
ensino Chuva Serôdia é caracterizado por um ensino altamente tipológico, ou
seja, a Bíblia é interpretada de uma forma simbólica e extremamente
estilizada. Recebiam diretrizes
diretamente de Deus por meio do dom de profecia, que a bíblia nos orienta a
sempre julgar as profecias a luz da Palavra de Deus. A Chuva Serôdia inclui a
ênfase nas seguintes doutrinas:
-
Ênfase na imposição de mãos para
recebimento dos dons do Espírito e cura de enfermos, como relatos de Paulo e os
presbíteros com imposição de mãos a Timóteo e a orientação de Tiago para impor
as mãos aos doentes.
-
Dentro da igreja pode haver pessoas
endemoniadas que necessitam de libertação, algo que havia sido abandonado pelas
igrejas.
-
Deus restaurou todas as funções de ministério
para a Igreja, incluindo as funções de apóstolos e profetas, sendo estas
necessárias para o tempo presente porque tem como objetivo a edificação e
preparação dos Cristãos para a obra do ministério da reconciliação.
-
Louvor e adoração introduzirão Deus à
nossa presença. Deus habita em meio aos louvores de seu povo.
-
As mulheres têm um papel de ministério,
sendo usadas conforme a vontade de Deus na Igreja, diversas cooperadoras do
Senhor tiveram papel fundamental para a obra de Deus.
-
Em 1948, um "reavivamento"
eclodiu em Saskatchewan, no Canadá, e os ensinamentos do Movimento Chuva
Serôdia foram esclarecidos. Os envolvidos nesse reavivamento estavam
convencidos de que estavam à beira de uma nova era, uma na qual o Espírito Santo
demonstraria o Seu poder de uma forma maior do que o mundo já tinha visto. O
mover do Espírito Santo foi tamanho que trouxe proporções imensas de sinais,
prodígios e maravilhas.
5.3 MOVIMENTO
CURA DIVINA
Healing
Revival (em português: Avivamento de Cura) é um termo utilizado por muitos
carismáticos estadunidenses para se referir a um movimento de avivamento das
décadas de 1940 e 1950.
Apesar
de ter sido de certa forma mais amplo que o movimento evangélico de avivamento
liderado por Billy Graham, não é reconhecido por historiadores cristãos ou
seculares.
Oral
Roberts foi talvez a principal figura do movimento, tendo deixado um grande
legado, incluindo uma universidade em Tulsa que leva seu nome. William Branham
é reconhecido como iniciador e precursor do movimento.
Se
referindo à primeira série de encontros de Branham em St. Louis, em junho de
1946, Krapohl & Lippy comentaram: "os historiadores geralmente marcam
essa virada no ministério de Branham como inauguradora do avivamento de cura
moderno".
Branham
foi fonte de inspiração para o ministério de cruzada mundial de T. L. Osborn e
para uma dúzia de outros pequenos ministérios similares envolvidos no Healing
Revival.
Outras
grandes figuras do movimento foram Jack Coe e, mais tarde, A. A. Allen. Muitos
desses ministérios publicaram testemunhos de cura em The Voice of Healing,
periódico publicado por Gordon Lindsay, o que deu coesão ao grupo em seus anos
iniciais.
O
resultado desses ministérios de cura do pós-guerra foi a crença renovada na
cura divina por muitos cristãos, uma parte do amplo Movimento Carismático, que
hoje tem cerca de 500 milhões de fiéis em todo o mundo.
Voltar
a vivenciar os milagres dos tempos dos apóstolos deu um novo vigor a igreja,
milhares de vidas foram transformadas pelo Poder de Deus, curas sobrenaturais
de doenças terminais como câncer e AIDS, enquanto o Evangelho era pregado, O
Senhor Jesus confirmava com os sinais que se seguiam.
5.4 MOVIMENTO JESUS
O
Movimento Jesus (Jesus Movement ou Jesus People Movement) começou no ano de
1967 em Califórnia – EUA, e continuou até aproximadamente 1973. O movimento foi
um avivamento focalizado principalmente nos adolescentes e jovens da “contracultura”
Norte-Americana que surgiu no fim da década de 1960.
A
década de 60, e principalmente os anos de 1967 a 1969, foram anos de grandes
mudanças sociais, nos Estados Unidos e no mundo. Numa matéria sobre o ano de
1968, a Revista Época declarou:
Quarenta
anos depois, 68 continua enigmático, estranho e ambíguo como um adolescente em
crise existencial. Ele foi o ano da livre experimentação de drogas. Das garotas
de minissaia. Do sexo sem culpa. Da pílula anticoncepcional. Do psicodelismo.
Do movimento feminista. Da defesa dos direitos dos homossexuais. Do assassinato
de Martin Luther King. Dos protestos contra a Guerra do Vietnã.
Da
revolta dos estudantes em Paris. Da Primavera de Praga. Da radicalização da
luta estudantil e do recrudescimento da ditadura no Brasil Da tropicália do
cinema marginal brasileiro, Foi, em suma, o ano do “êxtase da História”, para
citar uma frase do sociólogo francês Edgar Morin, um dos pensadores mais
importantes do século XX. Foi um ano que, por seus excessos, marcou a
humanidade…
Mas
essa época marcou, também, o início de um avivamento significante, que até hoje
influencia o Cristianismo. Como podemos ver na história dos avivamentos, tempos
de transtornos sociais são oportunidades para verdadeiros despertamentos
espirituais, e a década dos anos de 60 não foi nenhuma exceção a essa regra.
No seu livro “The Jesus People Moviment”,
David Di Sabatino explica as origens do movimento:
Embora
o descontentamento social estivesse crescendo desde a morte de Presidente John
F. Kennedy em 1963, foi em 1967 que a América do Norte começou a desmoronar.
Sentimentos contra a guerra continuaram a crescer nos Estados Unidos com
400.000 manifestantes em Nova Iorque mostrando o seu desprezo marchando do
Parque Central ao edifício das Nações Unidos. Manifestações contra o serviço
militar obrigatório refletiram a dissensão difundida. Um estudo sobre drogas
indicou que a experimentação com a maconha e LSD tinha dobrado no ano de 1966 a
1967. Apesar do ano ser anfitrião ao “verão do amor”, 1967 foi a última
celebração do movimento hippie antes das drogas mais pesadas levar as
comunidades relativamente calmas para a violência…
Até o fim dos anos de 1960 os protestos calmos
e a resistência não violenta tinham sido substituídos por meios mais voláteis
da dissensão social que incluíam levantes raciais, desobediência civil, a
violência e o assassinato político. Historiador Charles Kaiser fala que o ano
1968 marcou “o momento quando todos os impulsos de uma nação para violência,
idealismo, diversidade, e desordem chegaram ao ponto máximo e produziram a
maior possível esperança – e o pior desespero imaginável…”
Desafeiçoados
e crescentemente alienados pelos desdobramentos na sociedade, muitos começaram
a buscar assuntos religiosos mais profundos. No meio deste caos social, grupos
evangelísticos informaram grandes sucessos em conversões e recrutamento.
Atividades de ativistas estudantis desiludidos, hippies, antes viciados em
drogas, e adolescentes Cristãos que buscaram colocar a sua fé em ação foram
todos levados por uma onda de entusiasmo, crendo que o Espírito de Deus tinha
os reunido.
Aqueles
que participaram em evangelismo durante este tempo testemunharam que multidões
enormes poderiam ser reunidas tocando um violão na esquina de a rua. Por causa
da tremenda resposta para a mensagem de evangelho, este período marca o que
alguns simpatizantes evangélicos dublaram uma “colheita de almas”.
Edward
Plowman, editor da revista “Christianity Today”, descreveu o ambiente dentro da
Igreja na época no livro “The Jesus Movement in America”:
Nossas
igrejas experimentaram mudanças instáveis. Urbanização, prosperidade,
mobilidade, televisão, e outros fatores já tinham alterado os padrões
tradicionais. As polemicas sociopolíticas dos Anos Sessenta alcançaram muitos
púlpitos, e abaixo-assinados foram distribuídos às portas de igrejas.
A
condição geral era um de declínio. Somente os Metodista Unidos (United
Methodists) perderam centenas de milhares de membros, e as estatísticas das
outras denominações principais retrataram tendências desencorajadores
semelhantes. As pessoas citaram muitas razões. Elas estavam enfadadas com a
políticas na igreja. Ou estavam entediadas com o mesmo ritual de formas
inanimadas repetido semanalmente. A falta de vida prática do Evangelho não
supria as necessidades de uma geração que questionava valores impostos e
passados pela geração anterior.
Ou
não estavam obtendo muita ajuda espiritual dos sermões. Elas disseram que se
sentiam nenhum senso de comunhão genuíno, de membros que se preocupam um com o
outro. A fé não parecia ter muita relevância depois do meio-dia no domingo.
Assim, elas perguntaram se valia a pena? Centenas de jovens falaram que eles
foram desanimados pelo desassossego fervendo em volta de feudos pessoais nas
suas igrejas. Enquanto isso, um número crescente de nossos lares estava
desmoronando, e alguns de nós também. Na capa da Revista Time de 8 de abril,
1966 foi escrito a pergunta: “Será que Deus está morto?”
“E
Jesus, tendo ouvido isso, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas sim
os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.” (Marcos
2:17).
Durante
todo o desassossego, muitos de nós perdemos o contato com nossos jovens. A
imprensa chamou isto da “Racha entre as Gerações.”
Logo
depois da marca mediana da década, nós descobrimos que uma mudança envolvendo
um segmento considerável dos jovens tornou-se uma revolução completa.
Estes
jovens estavam seguindo líderes novos, honrando heróis novos, aderindo às
causas novas, cantando slogans novos, vivendo através de códigos novos,
ingerindo substâncias químicas novas, adorando deuses novos.
O movimento Jesus começou com “Coffee Houses”
(cafeterias) que foram utilizadas como meios de evangelismo dos hippies, e
comunidades e casas de recuperação de viciados em drogas.
O
Estado de Califórnia foi o ponto da maior concentração dos hippies, e
consequentemente o berço do movimento, porém este espalhou-se rapidamente pela
América do Norte.
“O
povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na
região da sombra de morte resplandeceu a luz” (Isaias
9:2)
Para
uma geração considerada perdida a Luz do Evangelho do Senhor brilhou
fortemente.
Pelos
relatos, o “Jesus People Movement” (Movimento do Povo de Jesus) começou em 1967
em Height-Ashbury de São Francisco. Por meio de hippies evangélicos, chamado de
“cristãos da rua”, “os evangelistas psicodélicos” e depois chamados de “Jesus
freaks” (Doidos para Jesus) ou “Jesus People” (Povo de Jesus). Embora rotulado
o “Jesus Movement” (Movimento Jesus) pela revista “Look” em fevereiro de 1971,
o evento é melhor explicado como sendo um avivamento Cristão clássico que teve
seu impacto mais profundo nas vidas individuais e não na sociedade em geral.
Dentro
de poucos anos, esse mover do Espírito Santo capturou e transformou milhares de
jovens e adolescentes, rebeldes, alienados da sociedade, muitos dos quais eram
usuários e viciados em drogas. As poucas igrejas se abriram as portas paras
estes jovens experimentaram crescimento fenomenal, como no caso da Calvary
Chapel, de Costa Mesa, Califórnia. Em seu livro “Colheita”, o Pastor Chuck
Smith contou o que aconteceu:
Estima-se
que em um período de dois anos, em meados dos anos 70, a Calvary Chapel de
Costa Mesa realizou mais de oito mil batismos. Durante esse mesmo período,
colaboramos para a realização de 20 mil conversões à fé cristã. A taxa de
crescimento por década foi calculada por especialistas que concluíram ser de
dez mil por cento.
Talvez
outro fator ainda mais surpreendente seja que no início da Calvary Chapel em
Costa Mesa, em 1965, havia apenas vinte e cinco pessoas no primeiro culto
realizado no domingo de manhã.
Agora, coloque isso em perspectiva. Aquela
igreja de vinte cinco membros não só estabeleceu mais de quinhentas igrejas
filiais da Calvary Chapel por todo o mundo, mas também atingiu muitas pessoas
que a consideram como sua igreja: mais de trinta e cinco mil! É listada em
terceiro lugar com relação ao número de pessoas que frequentam os cultos aos
domingos (dentre as dez maiores igrejas dos Estados Unidos); e é a primeira
entre as dez maiores igrejas protestantes da Califórnia.
Em
junho de 1971 a revista “Time” publicou uma figura de Jesus na capa, com uma
matéria sobre o movimento, parte da qual dizia:
Há
um frescor matinal neste movimento, uma atmosfera flutuante de esperança e amor
unido a um típico zelo rebelde. Alguns convertidos gostam de traduzir sua nova
fé para a vida diária, como aqueles que atendem o telefone com ‘Jesus ama você’
e vez de ‘alô’. Mas seu amor parece mais sincero que um slogan, mais profundo
que os sentimentos de uma onda passageira, o que surpreende os de fora é o
extraordinário senso de alegria que eles são capazes de comunicar.
Parte
desta fascinação por Jesus entre os jovens pode ser simplesmente um culto
tardio da personalidade de um companheiro rebelde, o primeiro mártir da causa
da paz e fraternidade. Não é assim, porém, com a grande maioria do movimento de
Jesus. Se há uma característica, que claramente os identifica, é sua crença
total num Jesus Cristo terrível e sobrenatural, não apenas um homem maravilhoso
que viveu há 2.000 anos, mas um Deus vivo que é tanto Salvador como Juiz.
Suas
vidas giram em torno de um intenso relacionamento pessoal com este Jesus, e a
crença de que tal relacionamento deve ser a condição de toda vida humana. Agem
como se a intervenção divina guiasse cada momento de suas vidas e com a certeza
de que Ele cuida de cada problema.
A
revolução de Jesus rejeita não somente os valores materiais da América
convencional, mas também a sabedoria dominante da teologia americana. O
Cristianismo tem enfatizado – pelo menos – o tipo pregado nos púlpitos e
seminários de prestígio nas últimas décadas – um Deus presente na natureza e no
movimento social, não o Deus pessoal e transcendental do novo movimento, que
vem para a terra na pessoa de Jesus, na vida de indivíduos, milagrosamente. A
revolução de Jesus, em resumo, nega as virtudes das Cidade Secular e amontoa
desprezo sobre a mensagem de que Deus sempre esteve morto.
Um
dos mais famosos dos “pregadores hippies” foi Lonnie Frisbee, um se converteu
aos 17 anos de idade. Poderosamente ungido, ele foi instrumental em trazer ao
mover do Espírito a três denominações: a Calvary Chapel, a Vineyard e “Jesus
People USA”. Tragicamente – e existem versões divergentes sobre os fatos –
Lonnie morreu de AIDS em 1993.
Mudanças
socais e culturais nos Estados Unidos, desaparecimento da “hippie”
contraculturas, resultaram nos frutos movimento Jesus no cristianismo
evangélico. David Di Sabatino descreve no livro “The Jesus People Movement”: A
influência do avivamento ainda está sendo sentida apesar de ter desvestido
muita de sua aparência contracultural. Seus efeitos mais profundos e mais
perceptíveis foram sentidos como um agente da renovação espiritual. Pelo menos
quatro denominações novas – a Calvary Chapel, a Gospel Outreach, a Hope Chapel
e o movimento Vineyard – traçam sua linhagem ao evento. A indústria da música
cristã contemporânea (Contemporary Christian Music) comanda agora mais que oito
por cento de todas as vendas na America do Norte, vendendo mais que a música
clássica e jazz.
“Portanto,
eu digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados; pois ela amou muito. Mas
aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama”
(Lucas 7:47).
Milhares
de igrejas locais foram fundadas ou experimentaram renovação e crescimento.
Organizações para-eclesiásticas existentes, como a Cruzada Estudantil e
Profissional para Cristo (Campus Crusade for Christ), Os Navegadores (The
Navigators), a Mocidade para Cristo (Youth For Christ) e Jovens Com Uma Missão
(Youth With a Mission) que reunia, treinava e enviava jovens missionários para
diversas partes do mundo, para nomear somente alguns, tiraram proveito do
grande número de convertidos espirituais que foram canalizados em seus
programas.
A
renovação gerou também suas próprias organizações para-eclesiásticas, tais como
Last Days Ministries, Christ is the Answer Ministries, and the Holy Ghost
Repair Shop. Muitos adeptos do avivamento, estão entrando agora em posições de
autoridade dentro das organizações das igrejas, igualmente mencionam suas
experiências espirituais formativas como sendo durante o movimento. A tremenda
ênfase contemporânea na música da adoração e em práticas litúrgicas – emanando
de grupos como Maranatha! Music, Vineyard Music Group, e Integrity Hosanna –
traçam seus impulsos originais ao avivamento.
Essa
foi apenas uma pequena do que O Senhor Jesus tem realizado, Ele fez, faz e fará
muito mais, Pois O Senhor Jesus Cristo ainda é o mesmo de ontem, hoje e sempre
será.
6. O
DESAFIO
O
Senhor nos convida nestes dias a viver a visão profética do Espírito, para
vivermos esta visão não podemos negligenciar ou desprezar a nossa história,
batalhas que foram travadas e perseguições que foram enfrentadas por nossos
irmãos do passado que nos possibilitam viver o que vivemos hoje e que nos
trouxe até aqui, muitos deles morreram, foram tratados como hereges, de baixo
de muitas lagrimas nos deixaram um legado de obras maiores.
Assim
diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas
antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para a
vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos. (Jeremias
6:16)
Temos
por exemplo o Batismo com o Espírito Santo, dons e maravilhas no mover da Rua
Azusa, a restauração do mistério da imposição de mãos como no avivamento da
chuva serôdia em 1948 e os movimentos de cura divina.
Para
vivermos o Inédito de Deus para nossos dias, não podemos desprezar o que Deus realizou
no passado, aliás que serve como base para realização do inédito da parte Dele
para nossos dias.
Não
viveremos o novo se não honrarmos o que Deus fez no passado, paramos de orar
por batismo no Espírito Santo em nossos cultos e mais desejar se batizado pelo Espírito
Santo, aceitamos pessoas passarem anos na igreja local sem viver a experiência
do revestimento do Espírito. Pessoas entram e saem dos nossos cultos semanais
da mesma maneira que entraram: enfermas, oprimidas e desanimadas sendo que
temos a solução que o mundo precisa. Não temos como viver o inédito se ainda
não estamos vivendo o que Deus já nos entregou.
Decida
hoje a viver o que o Senhor já nos entregou e prepare-se para viver o novo.
Decida
hoje a ser cheio do Espírito Santo e viver o sobrenatural de Deus no cotidiano
da sua vida. Quem vive no espírito não vive na ociosidade da vida.
O
apostolo Paulo, Pedro, John Wesley, Charles Finney e outros grandes servos do
Senhor já descansam de suas obras, fizeram a sua parte na grande construção do
Senhor, a sua Igreja.
“Eu
plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Pelo que nem o que planta é
alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” (1
Coríntios 3:6-7)
Neste
exato momento milhares de almas sem Cristo perecem a morte eterna sem ter
nenhuma esperança. Nós temos a Palavra da Esperança.
Alguns
de nossos familiares, amigos, colegas de trabalho estão entre eles.
“O
soluço de um bilhão de almas na terra me soa aos ouvidos e comove o coração:
esforço-me, pelo auxílio de Deus, para avaliar, ao menos em parte, as densas
trevas, a extrema miséria e o indescritível desespero desses mil milhões de
almas sem Cristo. Medita, irmão, sobre o amor do Mestre, amor profundo como o
mar, contempla o horripilante espetáculo do desespero dos povos perdidos, até
não poderes censurar, até não poderes descansar, até não poderes dormir.” (Carlos
Inwood).
O
Senhor mais uma vez nos convoca a entrarmos nas trincheiras eternas:
“...
ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?
Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim...” (Isaias
6:8)
Você
pode responder que Sim?
Esta
iniciativa faz parte do projeto 1000 ALMAS PARA CRISTO que se empenha em
capacitar cada Cristão no corpo de Cristo a ser um ganhador de almas e se
esforçar para ter como alvo clamar e pedir que O Senhor lhe conceda ganhar pelo
menos 1000 almas em sua vida, mesmo como Cristão anônimo ou que se julgue
menor, Ele é parte dessa grande comissão.
É
proibida a comercialização desta obra, os fins desta tradução/material e
divulgação são edificar o corpo de Cristo não havendo cobrança por seu
compartilhamento ou uso, este material é sem fins lucrativos.
Contamos
principalmente com o seu apoio em estar orando, jejuando e divulgando este
projeto. Ore para que portas sejam abertas, trabalhadores, recursos e que
principalmente sejamos cheios do Espírito Santo para esta obra que Ele iniciou
em nossos corações.
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