A
VIDA DE THEDA KRIEGER
Por:
THEDA KRIEGER
Biografias
MAIS
DE UM SÉCULO AMANDO AS CRIANÇAS
Um
belo nome. Uma instituição. Filha de Deus. Servo. Professora. Pioneira.
Missionária. Escritora. Exemplo e inspiração para muitos. Humilde. Forte em
Cristo. Dependente de Deus. Instrumento escolhido para iniciar a Liga Argentina
para a Evangelização da Criança (LAPEN) em 1947.
Sua mensagem em seu centenário foi: FALE COM AS CRIANÇAS
SOBRE CRISTO. ELES PRECISAM CONHECE-LO HOJE.
O mapa evangélico da Argentina seria muito diferente se
não fosse Theda Krieger. Theda redescobriu um ensinamento básico do evangelho
que ela tornou público nos anos 40: 1. As crianças podem compreender que Cristo
as ama; 2. Elas precisam do perdão dos seus pecados; 3. Ele morreu por elas; 4.
Elas podem recebê-lo. Estas quatro verdades constituem a base do “Livro sem Palavras”,
mas com cores, o carro-chefe usado por Krieger e por uma multidão de
evangelizadores que seguem seus ensinamentos nos últimos 60 anos e compartilham
o evangelho com as crianças.
A inspiração de Krieger se refletiu em 1947 com a criação
da Liga Argentina para a Evangelização das Crianças (LAPEN), instituição que
evangelizou milhares e milhares de crianças por meio de “happy hours” – aulas
bíblicas ao ar livre – e acampamentos, e que treinam milhares de professores em
todo o país e mesmo fora dele, encarnando uma verdade que nosso Senhor
proclamou: “Deixem as crianças virem a mim”.
Krieger, professora rural, professora de jardinagem,
tradutora, missionária, filha de missionários norte-americanos, nasceu na
cidade de San Nicolás, em Buenos Aires. Publicou seu segundo livro aos 99 anos
e até os últimos anos viajou por todo o país compartilhando sua fé e entusiasmo
e comunicando-se com uma legião de amigos e admiradores por e-mail. LAPEN
organizou a grande celebração do 100º aniversário de Krieger no dia 7 de agosto
na Igreja da Porta Aberta, na cidade de Buenos Aires.
“Chegou a hora de fincar a bandeira e preciso que você me
substitua”, disse Theda em seu discurso que terminou com isto: “Quero que
você pegue a bandeira e comece a pregar para as crianças”.
E como uma boa professora, ela contou suas próprias
histórias e ensinou como fazê-lo: “Pegue uma criança de três anos e diga-lhe
'Jesus te ama e está preparando um lugar para você no céu'”, desafiando seu
público para começar com um menino por semana.
A sua “ORAÇÃO DO MESTRE” reflete o fardo que ele soube
carregar e transmitir fielmente:
“Pai, não te peço grandeza, nem riqueza. Meus passos
ficam emaranhados e meus pés tropeçam. Não te peço glória, fama ou honras,
porque elas causam insônia, lutas e ciúmes, e separam você de você. Eu te peço
uma coisa, apenas uma coisa, Senhor; mas é muito precioso e é um desejo que
arde, é um desejo que arde, é um punhal que enfiei bem fundo no meu coração; é
uma flor e é um espinho que rasga minhas entranhas com paixão vermelha.
Peço-lhe, Pai, que no final da minha longa jornada, se você me der, depois de
léguas e léguas de esforço cansado, lutas, insônia, oração e saudades, quando
em sua presença eu adorar a seus pés. Peço-lhe, Pai, uma multidão de crianças,
milhares, sim, milhares delas brincando e correndo pelas ruas de ouro, enchendo
de risadas o mar de vidro. Peço-lhe que ouça suas hosanas e louvores cantando
as suas glórias e as do Cordeiro imortal. Não, Pai; não te peço ouro, fama ou
glória. Peço-lhe um pequenino que, ajoelhado ao meu lado, murmurando muito
baixinho, lhe diga em segredo: “Pai, eu também te adoro”.
Theda partiu para a presença de Deus no domingo, 21 de
agosto de 2011, Dia das Crianças, em San Nicolás, aos 102 anos.
https://www.oramos.com.ar/blog/biografias/la-vida-de-theda-krieger
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