GUNNAR VINGREN O REAVIVAMENTO DO BRASIL

 

GUNNAR VINGREN

Por: O REAVIVAMENTO DO BRASIL

 Biografias

Nesse mesmo ano li um artigo numa revista sobre as grandes necessidades e sofrimentos das tribos nativas no exterior, o que o fez derramar muitas lágrimas.

Estudou na Escola Bíblica e começou a exercer seu pastorado. Após uma busca desesperada, recebeu o batismo do Espírito Santo em uma reunião que frequentou e por isso foi obrigado a abandonar o pastorado em sua igreja, já que metade da congregação era a favor desta experiência “pentecostal” e a outra metade se opôs.

Ele então começou a se congregar em igrejas batistas que aceitavam a continuidade dos dons e realizavam reuniões especiais de oração. Numa dessas reuniões, um irmão profetizou que Gunner iria como missionário para o Pará, uma cidade de gente pobre, onde deveria começar a ensinar os primeiros rudimentos da doutrina cristã. Agora eles precisavam saber se existia um lugar na terra chamado Pará, então foram até a biblioteca municipal e investigaram o assunto, até descobrirem que no Norte do Brasil existia uma cidade com esse nome.

No dia 19 de novembro de 1910, o artilheiro Vingren e seu amigo Daniel Berg chegaram de barco ao Pará. Quando desembarcaram não havia ninguém esperando por eles e só tinham alguns dólares para coisas básicas; então sentaram-se num banco de uma praça para orar, pois não tinham para onde ir. Por fim, pessoas que viajaram com eles de barco e os viram ali contataram-nos com um pastor batista, que alugou para eles duas camas no porão de sua casa. A partir desse momento, os irmãos batistas começaram a se juntar a eles em grupos de oração e pregações em casa. Como ele se formou no seminário, queriam que ele servisse como pastor, mas sua visão era muito mais ampla do que pastorear uma congregação.

Depois de seis meses, Vingren foi convidado para liderar um culto de oração. Destemidamente, ele ensinou a todos sobre as operações do Espírito Santo e a cura divina. Durante aquela semana, em reuniões de oração nos lares, o Senhor curou dona Celina Albuquerque de uma doença incurável e dias depois a batizou com o Espírito Santo e com fogo, tornando-se a primeira brasileira a receber a promessa. Na semana seguinte, o pastor da igreja entrou de surpresa em um desses cultos e, após acusá-los de ensinar doutrinas falsas, causou uma divisão na igreja que culminou na exclusão dos missionários mais dezoito membros que os apoiavam, testemunhando ao VERDADEIRO. Então, em 18 de junho de 1911, formaram a primeira Assembleia de Deus.

A obra missionária não parou, avançando de cidade em cidade, onde o Evangelho foi pregado e os sinais seguidos. Sofreram muitas perseguições, mas, apesar das dificuldades, por onde passavam, o Senhor curava, salvava, batizava com o Espírito Santo e manifestava o seu poder através dos seus dons, sinais e maravilhas. Desta forma, o número de crentes crescia a cada dia. Também contemplaram o fim daqueles que se levantaram contra a obra, pois foi o próprio Deus quem lhes deu a recompensa. Nos primeiros quatro anos de trabalho, 384 pessoas foram batizadas nas águas e 276 no Espírito Santo, na igreja de Belém do Pará.

Após cinco anos no Brasil, Vingren foi para a Suécia, onde durante três meses pôde compartilhar as maravilhas que Deus havia realizado no Brasil. Pouco antes de seu retorno, ele conheceu uma enfermeira chamada Frida Strandberg, que também havia viajado para o Brasil. Mais tarde casaram-se em Belém do Pará.

No desejo de que todo o Brasil recebesse a mensagem, missionários foram enviados para Alagoas, Pernambuco, e ele e sua família seguiram para o sul, começando pelo Rio de Janeiro, depois por Santa Catarina e outras cidades do estado de São Paulo. Após outra série de viagens, retornou alguns anos depois para residir definitivamente no Rio de Janeiro. Assim como no Pará, a obra pentecostal no Rio de Janeiro cresceu exponencialmente. Vingren participou ali da edição do jornal “Mensageiros da Paz”, além de seu trabalho como pastor e evangelista.

De 5 a 10 de setembro de 1930, ocorreu em Natal uma importante Conferência Nacional dos Obreiros Pentecostais. A principal decisão foi que o trabalho missionário na região Norte seria dirigido exclusivamente por trabalhadores nacionais. Os anos seguintes foram de grande expansão da obra, principalmente no Rio de Janeiro.

Em 15 de agosto de 1932, o pastor Gunnar Vingren e sua família despediram-se da igreja no Rio de Janeiro e no Brasil no caminho de volta para a Suécia.

Nos últimos anos que morou no Brasil, Gunnar Vingren teve alguns problemas de saúde que pioraram consideravelmente após chegar à Suécia. No dia 29 de junho de 1933 entrou no descanso eterno, demonstrando através de suas palavras o grande amor que tinha pelos irmãos brasileiros. Sua partida, detalhadamente descrita em carta enviada por sua esposa ao Brasil, foi uma bela experiência para a família, que sentiu claramente a glória de Deus; e sem dúvida pelo servo do Senhor, Gunnar Vingren que, sentindo grande alegria e felicidade, foi recebido na eternidade.

 

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